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Publicado em 01/09/2017


RANCOR:

UM SENTIMENTO INCOMPREENDIDO

 
Hoje trago uma reflexão sobre um tema que confunde e traz muita dificuldade de aceitação, tanto para quem sente, quanto para quem convive: o rancor.

O rancor é uma mágoa profunda, que faz aflorar sentimentos de raiva contida, é um ressentimento permanente.

O ressentimento antecede o rancor, é um sentimento doloroso, revivido a cada momento ou na convivência com quem causou, significa sentir de novo a mesma sensação de dor e não esquecer o que passou e gerou o rancor.

Essa emoção é vivida de maneira tão intensa que paralisa alguns aspectos da vida, algo que não muda, que tem uma profunda raiz, como se fosse uma erva daninha que cresce por ser regada o tempo todo com lembranças negativas.

Pessoas rancorosas, são amargas e angustiadas, o rancor parece fazer parte das suas vidas, mesmo sendo muito prejudicial à saúde emocional e física.

Sensações de vingança, também são comuns em pessoas que sentem rancor. A pessoa rancorosa tem um desejo de fazer sofrer quem lhe trouxe o sofrimento, é como se a vida estivesse girando em torno desse sentimento.

Alimentar a ideia de vingança, a princípio parece aliviar o sentimento e a dor, mas ao contrário só reforça ainda mais um sentimento tão difícil de lidar.

O rancor é um sentimento mal resolvido, uma dificuldade de aceitação, muitas pessoas levam esse sentimento até o final da vida, por serem inflexíveis e não perceberem o mal que tudo isso pode causar.

A pessoa rancorosa não vive o presente, não consegue se desligar do passado, virar a página, seguir em frente, é um peso que provoca sentimentos negativos, um ódio que parece mortal, uma agressividade que aflora a todo momento, uma hostilidade descontrolada.

O rancoroso, não tem consciência da amplitude do seu sofrimento, mantendo esse comportamento. É imprescindível procurar ajuda profissional, iniciar a auto-observação, constatar que esse sentimento existe, depois trabalhar no sentido de minimizar, até ser possível eliminar.

Seria ideal se pudéssemos resolver cada situação no momento que ocorre, sem acumular os sentimentos ruins. Para algumas pessoas é habitual guardar e realimentar tais sentimentos.

A baixa tolerância à frustração, é um dos fatores que compõem o sentimento do rancor. Na vida, os acontecimentos nem sempre serão da forma como se quer, para algumas pessoas o fato de serem contrariadas em sua forma de pensar e agir causa grande impacto, inconformismo e pode gerar o rancor.
 
A convivência entre pessoas, traz além das frustrações e contrariedades, uma possibilidade de aprendizado sobre si e com quem convivemos, a visão do rancoroso é limitada pois ele se sente centro de tudo e sente seu sofrimento incompreendido.

Para quem sente rancor também surge o sentimento de estar sendo injustiçado. A dificuldade de entender o outro acaba sendo também um fator impeditivo para compreensão do rancor. Algumas situações parecem injustificáveis, mas cada um lida de forma diferente com cada questão.

Obviamente não é simples lidar com tudo isso, mas se faz necessário para poder virar a página e continuar. Importante separar o que é do outro e o que pertence a si.

Sentimentos misturados, pré-julgamentos ou inflexibilidades fazem o rancor ser determinante em algumas pessoas que não percebem que o maior prejudicado sempre será quem sente.

Carregar o peso do rancor na vida, seria como se fosse um peso gigante para se carregar. Não cuidar desse aspecto, pode significar paralisar uma parte da vida, e comprometer seriamente o estado emocional, levando a somatizações e até doenças crônicas como as estomacais, cardiológicas, dermatológicas e outras que terminam se agravando.

Amadurecer a ideia da necessidade de eliminar tudo aquilo que é prejudicial, seria um início de um novo caminho a se percorrer, cada um é responsável por si, portando também por tudo o que possa sentir, a vida é feita de escolhas, querer transformar a qualidade de vida é uma saudável opção.




Boas reflexões!

Fico a disposição para dúvidas ou maiores esclarecimentos.

Forte abraço!

Claudete J. Silva Colunista de Saúde e Comportamento
Psicóloga Especialista em Clínica e Psicossomática
Tels: (11) 5583 3374 | WhatsApp: (11) 99626-4832
e-mail: claupsi.js@gmail.com





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