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Publicado em 02/03/2017

AGRESSIVIDADE: UMA EMOÇÃO INCONTROLÁVEL


Hoje falarei de um tema, muito vivenciado e nem sempre observado: a agressividade. Ser agressivo pode ter diferente causas, dependendo do histórico que cada pessoa vivencia.

A agressividade, é uma resposta violenta, pode estar presente desde a mais tenra infância, na adolescência e na fase adulta.

Dentre os sentimentos que desencadeiam a agressividade, podemos destacar: a raiva, a hostilidade, irritabilidade, vontade de vingança para fazer com que o outro que o fez sofrer, sofra de maneira igual. Algumas pessoas que se sente humilhadas sentem necessidade de humilhar. 

A agressividade pode ser contra alguém, uma circunstância ou contra si mesmo.

Pouco se fala sobre a autoagressão, mas ela está presente muito mais do que se imagina, muitas pessoas se auto agride emocional e fisicamente, é muito comum isso ocorrer em adolescentes e adultos que podem se ferir superficial ou profundamente.

Pessoas que se machucam fisicamente costumam esconder seus ferimentos, usando roupas fechadas, sentem-se profundamente culpadas e não querem expor suas fragilidades, ficam em permanente confusão sobre seus sentimentos.

Outra forma de autoagressão, diz respeito às pessoas que se colocam constantemente em situações de risco, que possam lhe causar danos, podendo ser através do abuso de substâncias químicas, álcool, direção perigosa, ou outros comportamentos transgressores, que possam comprometer e trazer alguma penalidade.

As consequências de ser agressivo podem ir desde agressões verbais, lesões graves, danos emocionais, prejuízos morais a si e aos outros.

Muitas pessoas, por não compreenderem os mecanismos do comportamento agressivo, censuram e julgam com extremo rigor. Pessoas agressivas sofrem demasiadamente e muitas vezes nem percebem a intensidade do seu sofrimento.

A agressividade nada mais é do que uma forma de defesa inconsciente do agressor, parece difícil compreender. Desde sua formação a pessoa agressiva possui em seu histórico vivências marcantes de pais ou familiares em conflitos, são agressões verbais ou físicas que marcam de maneira profunda uma personalidade em desenvolvimento.

O agressivo costuma ficar em constante conflito consigo, com familiares, no relacionamento amoroso, na vida profissional, pois emocionalmente está desequilibrado, age impulsivamente todas as vezes que é contrariado.

As piores agressões e violência de uma pessoa pode esconder alguém que viveu experiências emocionais amargas, que ficaram mal resolvidas por trás de uma pessoa extremamente agressiva, pode ter alguém frágil e cheio de medos.

As pessoas agressivas sofrem sem perceber, muitas se fecham no seu mundo, acreditando que tudo e todos que estejam fora dele possam agredi-lo, geralmente, se trata de alguém que sentiu muitas dores emocionais e não pode dar vazão, nem falar sobre elas.

Cabe aos pais, ou qualquer cuidador que os substitua, os educadores na escola, observar crianças e adolescentes que estejam demostrando agressividade.

Muitos responsáveis adotam o critério de críticas severas e castigos, potencializando ainda mais o comportamento agressivo. É necessário um acompanhamento profissional para uma melhor avaliação, cada caso deverá ser acompanhado individualmente.

A família das pessoas agressivas possui um papel importante no processo de investigação do comportamento agressivo, muitas vezes, pais e professores se fixam somente na criança ou adolescente, não percebendo que o modelo dos pais e familiares são de extrema importância dentro de uma avaliação.

Pessoas agressivas possuem uma baixa tolerância a frustração, as explosões que as acometem são uma reação impulsiva, por terem sido contrariadas em suas necessidades. O estabelecimento de limites desde muito cedo, também é um fator importante para um bom equilíbrio emocional.

Costumo chamar a atenção, para um aspecto nem sempre observado. O agressor é tido como o grande vilão de todas as situações em que está envolvido, sem dúvida, as consequências de muitos dos seus atos podem ser graves, e algumas irreversíveis, porém esse comportamento agressivo, nunca é observado como um distúrbio do comportamento, e como tal deve ser identificado e consequentemente tratado.

Enfim, mais uma reflexão, as prevenções para que não ocorra o comportamento agressivo não serão possíveis desde que não se procure observar a importância da aquisição e manutenção do equilíbrio emocional de cada um, o que sem dúvida irá gerar afeto, carinho, respeito, limites dentre outras tantas necessidades básicas para uma melhor qualidade de vida.


Forte abraço!

Fico a disposição para dúvidas e ou sugestões.

Claudete J. Silva Colunista de Saúde e Comportamento
Psicóloga Especialista em Clínica e Psicossomática
Tels: (11) 5583 3374 | WhatsApp: (11) 99626-4832



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