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Publicado em 06/09/2013


SOLIDÃO

COMO AVALIAR E TRANSFORMAR


Temos hoje um tema que aflige muitas pessoas: a solidão, iremos nos ater as características que implicam em sentir solidão em diversos contextos da vida. Podemos iniciar comentando que a solidão é um vazio existencial que repercute de forma importante para cada pessoa.

O fato de sentir solidão nem sempre quer dizer que se está sozinho, algumas pessoas sentem-se bem com elas mesmas, curtem seu espaço, seus gostos individuais, não sofrem, se divertem e sempre estão de bem com a vida. É importante refletir se o estar sozinho é por opção ou por não ter outra alternativa, essa questão ao ser avaliada pode trazer novas percepções.

Outras pessoas, mesmo em meio a multidão, sentem a sensação de ausência e vazio, como se houvesse uma perda que não se sabe de que. Essa solidão pode ser física de alguém idealizado, imaginário, como esse alguém não surge, o vazio permanece e as vezes cresce gerando angústias e frustrações.

Muitas pessoas sentem-se cada vez mais entristecidas começam a se perguntar sobre o sentido da vida, podendo entrar num processo de depressão, o solitário costuma ter um mundo fechado e desacredita que possa sair dele.

Muitas pessoas ficam atordoadas ao ficarem sozinhas, sentem-se amedrontadas, algumas não conseguem dormir naturalmente, necessitam de medicamentos para conciliar o sono, outras precisam deixar a TV ou som ligados, ficam preocupadas o tempo inteiro, se fixam no passado, ou no futuro que ainda não chegou e muitas sentem uma forte sensação de desamparo.

Nossa cultura de maneira geral enfatiza a importância de se pertencer a um grupo, os internautas, as redes sociais as salas de bate papo também são fontes a princípio de muita integração, porém podemos apontar a existência de inúmeros solitários anônimos que se protegem por trás de um pseudo nome, um nick, muitos criam personagens, fantasias que a um simples clique pode desfazer. Muitos tornam-se dependentes desse meio por não conseguir enfrentar o mundo real cheio de avaliações, preconceitos e esteriótipos com quem vive sozinho.

A solidão a dois é mais comum do que se pode imaginar, casais que vivem juntos para a sociedade, mas separados em sua intimidade, se trancam em seu mundo de solidão assim que viram a chave na fechadura da casa. O papel de casal, o diálogo, a cumplicidade, são apenas desejos e expectativas que parecem ser individuais.

Existem também famílias que possuem vários membros mergulhados na solidão, onde cada um está isolado em suas preocupações particulares, sem participar do que caberia a todos partilhar as atitudes e responsabilidades. Podemos citar um exemplo comum de pais idosos e adoecidos que ficam sob responsabilidade de um só membro da família, podendo esse se sobrecarregar e até adoecer por falta de apoio.

A solidão possui um grande conteúdo de medos de se expor, inseguranças que causam um circulo vicioso pois o solitário não se aproxima de outras pessoas por receio de não ser aceito, dessa forma ele fica paralisado diante de qualquer estímulo que possa leva-lo a se relacionar no contexto familiar, social e profissional.

A solidão nos idosos parece ser mais perceptível aos olhos de uma sociedade que ainda os exclui e marginaliza. Nos tempos atuais a longevidade aumentou, temos então uma parcela muito grande de pessoas nesse contexto que ficam abandonadas em asilos, ou moram sozinhas sem suporte familiar, muitas não são compreendidas, não recebem afeto e adoecem cada vez mais.

Muitos idosos sentem-se solitários após a aposentadoria, pois passam de uma vida ativa e interativa para uma redução brusca de paralisação, outros sentem-se sós após o casamento dos filhos o que vai ocasionando uma enorme solidão que aos poucos pode também se transformar em depressão.

Então o que fazer para amenizar, transformar e dar um novo colorido na situação? Não tentar enganar a si mesmo dizendo que está sozinho porque gosta e quer, se houver sofrimento nessa escolha significa que algo não vai bem, procurar ajuda profissional para entender melhor a situação é um começo para se fortalecer e poder caminhar, fazer novos amigos, frequentar lugares ou associações que gerem possibilidades de interação são algumas das muitas alternativas que poderão surgir nessa segunda etapa.

Experimente, abra um espaço para você mesmo, se dê oportunidade para aliviar algo que possa estar te segurando a dar bons e largos passos em sua vida.


Até a próxima, mandem opiniões e/ou sugestões


Forte abraço!

Claudete J. Silva Colunista de Saúde e Comportamento
Psicóloga Especialista em Clínica e Psicossomática
Tels: (11) 5583 3374 | (11) 99626-4832



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