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Publicado em 07/08/2013


RAIVA

UM VENENO PARA O CORPO E A MENTE


Hoje vou abordar um aspecto que todos em algum momento sentem de maneira mais ou menos intensa, a raiva, uma erva daninha plantada no percurso da vida, e sem querer acabamos adubando, regando e fazendo crescer cada vez mais ao invés de eliminar pela raiz. Costuma ser comum se ouvir a frase “morri de raiva” de alguém, de uma situação, porém não se para pensar o quanto isso pode ser verdade.

A raiva pode matar porque aumenta de maneira significativa os riscos de graves problemas de saúde, podem ocorrer várias alterações no organismo, causar comprometimentos orgânicos que vão desde uma simples irritação de pele, até dores de estômago que podem progredir para uma séria gastrite.

Pessoas muito sensíveis e que se irritam frequentemente costumam ser sérias candidatas a terem infarto pois a cada episódio de surgimento da raiva, acontece uma grande descarga de adrenalina no sangue, consequentemente aumenta os batimentos cardíacos e a pressão arterial , alterando o ritmo cardíaco podendo desencadear um ataque cardíaco fulminante.

A raiva também traz consequências nas doenças que podem comprometer seriamente o sistema auto-imune, aumentando a possibilidade de contrair diversos tipos de infecção, em muitos casos acontecem também exacerbação de dores no corpo que não são detectadas em exames nem mesmo os mais específicos.

Sentimentos como raiva, rancor, mágoa ao longo da vida, ficam mal resolvidos, muitas vezes nem são reconhecidos por quem os sente, o inconformismo por não poder dar conta de alguma situação, gera frustração culminando na raiva. A medicina chinesa costuma detalhar e ligar os sentimentos a um orgão específico, sendo mais uma vertente que aponta os malefícios que a raiva pode ocasionar.

Podemos nos reportar ao pensamento que a raiva e o amor possuem forças equivalentes quando intensificamos o sentimento de raiva estamos dando a ela o poder de influenciar em nossas decisões o que pode causar consequências irreversíveis pois nesses momentos as ações são por impulsividade, geralmente em momentos de muita emoção.

Se lançarmos a nós mesmos o desafio de aos poucos passarmos a observar os momentos de surgimento da raiva, a intensidade e o espaço que ela ocupa em todo decorrer de nossas vidas aos poucos ela poderá ser minimizada, pois muitas vezes toma a proporção de um elefante desgovernado que vai destruindo tudo por onde passa. Cabe aqui relembrar que temos a possibilidade de tomar as rédeas da situação através da reflexão e tomadas de atitude de transformação.

Muitas pessoas ao longo da vida remoem em seu interior a raiva, ou se paralisam totalmente diante de situações achando que não pode prosseguir se o objeto de sua raiva estiver no seu caminho, ou tornam-se vingativas, sentem-se injustiçadas querendo contra atacar se defendendo o tempo todo.

Na realidade quem sofre de fato as consequências e os desgastes da raiva é a própria pessoa que a sente pois o gasto de energia, a falta de paz mental são fatores preponderantes o tempo todo, a vida torna-se desorganizada, tumultuada. Momentos de prazer muitas vezes são contaminados por uma situação que causou raiva. Existem pessoas que sentem raiva de si mesmas, por não atingir algum objetivo, por não se perdoarem por algum acontecimento, por não conseguirem ser diferentes, tudo isso causa um sofrimento constante e uma qualidade de vida comprometida.

Se o carro quebrou no momento de uma reunião ou de viagem de lazer, o que mudará se transferir sua raiva para o objeto carro, para o mecânico que não fez o trabalho correto de manutenção, para você mesmo que esqueceu de mandar para revisão, para o fabricante que falhou, enfim a raiva estará em seu interior contaminando, envenenando o seu ser. Lembre-se um veneno em pequenas doses também pode matar. Se a raiva for compreendida como um inimigo a ser vencido que tal procurar antídotos e defesas contra ele? O saber lidar melhor, não decidir nada em momentos de explosão, pensar antes de agir, muitas mortes são cometidas em momentos de furor, onde situações irreversíveis podem acontecer.

Se tentarmos imaginar que esse sentimento tão difícil, de compreender e transformar poderá ser visto como um aliado, aos poucos se perceberá que muitas coisas e situações não poderão ser mudadas se for acionado o mecanismo da raiva, dessa forma poderemos começar a exercitar o aspecto da paciência e entender os próprios limites. Busque ajuda, procure um profissional caso não consiga sozinho, dê um primeiro passo para um novo caminho.


Boa reflexão!

Até breve, grande abraço


Claudete J. Silva Colunista de Saúde e Comportamento
Psicóloga Especialista em Clínica e Psicossomática
Tels: (11) 5583 3374 | (11) 99626-4832



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