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Publicado em 07/08/2014


TRANSTORNO BIPOLAR


Vamos hoje fazer um ligeiro percurso sobre um tema sempre comentado e não muito entendido: O transtorno bipolar. Meu intuito será esclarecer e fortalecer a necessidade da busca de ajuda profissional, levando-se em conta que uma grande parte da população sofre tanto por ser portador, quanto por ser familiar.

Existem no transtorno da bipolaridade, constantes crises que causam desconforto em vários sentidos: emocional, social, familiar e profissional. Muitos mitos e falsas interpretações sobre o assunto em geral predominam.

O transtorno bipolar é caracterizado por episódios alternados, onde estão presentes de maneira acentuada tanto a euforia como a depressão. É uma condição de muito sofrimento para quem possui e para todas as pessoas ao redor. Torna-se muito importante a conscientização, o diagnóstico e acompanhamento por profissionais da psiquiatria em conjunto com a psicologia.

A sensação de euforia está presente na vida de todas as pessoas, quando se tem uma vitória pessoal, profissional, no dia do casamento, aniversário, nascimento dos filhos e muitas outras. Nesse caso, ficar eufórico é natural, situação diferente da euforia presente no transtorno bipolar.

As crises de euforia são acompanhadas de ações exageradas que podem trazer inúmeras consequências: O transtorno bipolar costuma estigmatizar pessoas e aponta-las como desequilibradas, sem controle sobre seus próprios atos. São sempre lembradas como pessoas que causam constrangimentos para si mesma e para todos com quem convivem, causando mais medos e inibições na procura de um tratamento.

No transtorno bipolar as crises de euforia são acompanhadas de ações exageradas que podem trazer inúmeras consequências. Muitas pessoas que são acometidas fazem compras exageradas, grandes dívidas, podendo adquirir objetos sem necessidade, também podem ter atitudes extremas e se colocarem em situações de risco, por não dosarem e perderem a noção do perigo.

As crises vão perdendo a intensidade e são seguidas de depressão, melancolia, sentimentos de baixa autoestima, culpa e sensações de impotência. Cabe aqui enfatizar a necessidade dos familiares, amigos e superiores no ambiente profissional, darem apoio e tentar compreender que as oscilações são decorrentes de um transtorno que deve ser tratado e acompanhado e, não simplesmente um descaso ou desvio de comportamento voluntário.


Deve-se ter atenção para não generalizar e rotular pessoas como bipolares sem pesquisar profundamente seus sintomas e características, muitas vezes as pessoas que possuem essas oscilações convivem com todas suas dificuldades por anos a fio sem buscar ajuda, alguns sentem-se inseguros e envergonhados pelas atitudes tomadas, preocupam-se em demasia com as criticas ou punições que possam surgir.

Homens e mulheres são igualmente afetados, existem também as mesmas características do transtorno bipolar, com sintomas mais leves. Por esses motivos, muitos pacientes são erroneamente diagnosticados como apenas uma depressão, nesse caso o foco fica apenas num ponto quando na verdade o quadro merece uma pesquisa mais aprofundada para ser tratado de maneira adequada.

A partir da identificação do transtorno bipolar muitas pessoas se desesperam achando que não vão conseguir ultrapassar as barreiras. Porém, para que o tratamento seja bem sucedido é necessário um comprometimento, disciplina e paciência. Muitas pessoas iniciam, abandonam ou não seguem rigorosamente o tratamento prescrito, por não acreditarem num resultado positivo e gradual melhora.

Um acompanhamento regular, medicamentoso e psicoterapêutico, pode aliviar os sintomas, trazendo ao portador a possibilidade de uma melhor qualidade de vida. É importante ressaltar que tanto o paciente como os familiares devem ser orientados no sentido de se comprometerem seriamente para obtenção dos resultados satisfatórios.

Não existe uma causa específica dos fatores desencadeantes do transtorno bipolar e suas crises, pelo fato de cada indivíduo ter a sua história. Os comportamentos oscilantes devem ser observados e podem se manifestar na adolescência, confundindo os pais. As oscilações de humor e a depressão podem ser observadas como fazendo parte das mudanças e transformações decorrentes da idade.

O primeiro passo é ter esclarecimento e acompanhamento. Muitas pessoas são afastadas de sua rotina pessoal e profissional, o que causa ainda mais ansiedades e insatisfações. Muitas vezes, os portadores são tratados com grande descaso e o acúmulo dessas diversas situações podem, sem dúvida, aumentar a potencialidade das crises.

Viver um dia de cada vez e acreditar na possibilidade de melhora, são grandes passos para uma transformação dos aspectos negativos que envolvem o transtorno bipolar. Experimente, se dê a oportunidade de uma vida melhor, mais saudável.

Fico a disposição para maiores esclarecimentos

Até a próxima, forte abraço!


Claudete J. Silva Colunista de Saúde e Comportamento
Psicóloga Especialista em Clínica e Psicossomática
Tels: (11) 5583 3374 | (11) 99626-4832



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