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Publicado em 01/03/2016

SOMATIZAÇÕES:

UM SOFRER SEM ENTENDER

Hoje, iremos refletir, sobre algo muito comentado mas nem sempre compreendido: As somatizações, que são sintomas físicos, sem quadro clínico definido e de origem emocional.

Muitas pessoas citam sintomas que levam a procura de ajuda médica, passam por inúmeras avaliações através de exames, sem que seja constatado nenhum distúrbio físico específico.

As somatizações comprometem de maneira considerável a qualidade de vida de quem sofre desse mal. Trazem um desconforto constante e um comprometimento na qualidade de vida em geral.

Os sintomas podem se originar por pensamentos negativos constantes, fortes emoções não controladas que desestabilizam o funcionamento psíquico e orgânico.

Outros fatores que podem influenciar: Estresse gerado nas relações familiares, amorosas, profissionais e mesmo as sociais, quando  são pessoas com dificuldades para se relacionar de maneira geral. Medos e ansiedades por causas diversas, também são conteúdos importantes no desencadeamento de somatizações.

No meu percurso profissional, é comum receber pessoas com inúmeras queixas de dores em várias partes do corpo, enxaquecas, artrites, artroses, fibromialgias, dores estomacais, questões intestinais, dermatológicas, cardiológicas entre outras.

São dores e sintomas diversos que vão aos poucos se transformando em crônicos e são integrados a vida e ao cotidiano de cada um. Muitas pessoas por sua posição profissional e social escondem, quando os distúrbios não são aparentes, perceptíveis. Sofrem caladas para manterem uma impressão que pessoas bem sucedidas não adoecem, são fortes.

Uma das principais causas das somatizações é a sensação de perda de controle.

Prontos socorros recebem diariamente um enorme número de pessoas com sintomas físicos como taquicardia, sudorese, tremores, falta de ar, sensações de desmaio, ansiedade exacerbada, pressão alterada, medo de morrer e temores dos mais diversos.

Podemos constatar, que cada vez mais médicos das mais variadas especialidades, encaminham para o profissional de psicologia, pacientes que manifestam quadros de somatização. Convênios médicos atualmente dão cobertura, ainda que limitada, para pacientes que necessitem de avaliação de conteúdos emocionais.

Pessoas somatizadoras tendem a se sentir impotente diante de questões que parecem não ter resolução. Outra característica predominante é a sensação de falta de confiança em suas possibilidades, muitas vezes agregadas a sensação de incapacidade total.

Os pacientes somatizadores em seu percurso clínico ouvem inúmeras vezes a frase: “Você não tem nada”, o que faz com que novas preocupações invadam seu campo de imaginação. Muitas vezes, sentem-se envergonhadas por não conseguirem chegar a uma conclusão convincente sobre sua condição de adoecer sem entender os motivos reais.

Algumas pessoas sofrem por anos consecutivos amargando dores e sintomas, imaginando que todo esse sofrimento não possa amenizar. Optam pela convivência com o sofrimento constante.

Muitas doenças acabam de fato se instalando e necessitam de acompanhamento médico permanente. O fato do físico receber um bombardeio constante, dependendo do comprometimento, poderá sofrer danos irreversíveis podendo levar a cirurgias e até a óbito.

Somatizações são questões muito importantes, presentes em uma enorme parte da população. Porém, muitas pessoas se acomodam achando que é assim mesmo e não procuram ajuda profissional correta.

Quero aqui relembrar que as doenças psicossomáticas são um pedido de socorro de que algo não vai bem com a mente e as emoções.

Costuma-se dizer que dores no corpo são dores na alma. Aqui não falo na alma no sentido religioso, mas na dor de quem não tem tempo e nem espaço para falar e nomear suas emoções. Não só aquelas que surgem no corpo, mas as que ficam por tempos intermináveis registradas, sem serem compreendidas, simbolizadas e autenticadas.

Algumas pessoas, somatizam e adquirem sintomas em vários órgãos e músculos do corpo. Gradativamente se comprometem tanto a ponto de terem que paralisar suas atividades cotidianas, o que pode causar depressões, síndrome do pânico, fobias e muitos outros distúrbios. O ser humano deve ser observado em seu todo. Ao focar no adoecimento, o emocional que já estava debilitado pode se desequilibrar ainda mais.  

No processo psicoterapêutico, é possível gradativamente se conhecer o paciente, resignificar marcas e sentimentos profundos que podem estar gerando somatizações. O primeiro e mais importante passo é reconhecer que se precisa de ajuda, se permitir e se deixar ajudar.


Boas reflexões!

Fico a disposição para maiores esclarecimentos.

Forte abraço!

Claudete J. Silva Colunista de Saúde e Comportamento
Psicóloga Especialista em Clínica e Psicossomática
Tels: (11) 5583 3374 | (11) 99626-4832



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