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Publicado em 02/02/2016

RELACIONAMENTOS

Hoje, o convite é para refletir sobre uma condição muito significativa em nossas vidas: os relacionamentos.

Desde a mais tenra idade e no início de nossa infância, já estamos envolvidos pelas emoções de criar vínculos e estabelecer relacionamentos.

O primeiro de todos, sem dúvida, é a forte relação desenvolvida entre a mãe e o bebê. Um vínculo saudável e um ambiente tranquilo e acolhedor, vai fortalecendo durante todo desenvolvimento a forma como cada um irá se relacionar; consigo, com o outro e com o mundo.

O primeiro contato físico e emocional já se dá nas relações dentro da família, com os pais, irmãos, ou cuidadores que possam substitui-los, em casos de crianças que crescem em instituições.

Os relacionamentos acontecem em diferentes contextos e etapas da vida. Na esfera familiar, social e profissional, exigem de cada um comportamentos e papéis que necessitam o desenvolvimento do autoconhecimento, para que as relações possam ser gratificantes e produtivas.

Aqui irei salientar a importância do desenvolvimento do afeto. Relações em que o afeto esteja presente de maneira contínua, funciona como um alicerce para vida emocional - em qualquer forma de relação.

O afeto se solidifica na medida que a criança recebe carinho, atenção e compreensão de suas necessidades, de acordo com cada faixa etária. O relacionamento entre pais e filhos é de extrema importância, pois irá gerar confiança, segurança e, sem dúvida, criará a estrutura emocional para os relacionamentos futuros que irão acontecer.

A  infância  já permite que a criança desenvolva, em suas brincadeiras, escolhas de amiguinhos que se identifiquem mais para compartilhar brincadeiras e atenção.  Nesse momento, já se pode observar se a forma de relação é de companheirismo ou de competição, brigas e birras.

Crianças que crescem em ambientes de discussões e hostilidades, ao se tornarem adolescentes e adultas, desenvolverão em seus relacionamentos um comportamento similar. Podem se tornar pessoas inseguras e ter enorme dificuldade em manter relacionamentos sólidos.

Obviamente, não se pode generalizar, pois inúmeras pessoas que tiveram em suas vidas ambientes de desequilíbrio, mesmo sofrendo algumas sequelas emocionais, desenvolvem uma característica oposta, tornando-se  pessoas que se relacionam de maneira equilibrada e carinhosa em todos os relacionamentos que possam se colocar.

As relações de amizade também podem ser destacadas, pois são de extrema importância no decorrer de toda vida, dão suporte e estrutura em momentos de qualquer dificuldade.

No aspecto profissional, também existem experiências saudáveis e as que geram sentimentos de competição, mágoas, raiva e frustrações. Saber se relacionar com superiores, obedecer uma hierarquia, desenvolver boas relações com colegas, vai depender do equilíbrio individual de cada um.

As relações com o sexo oposto podem despertar inúmeras possibilidades: alguns casais ao se conhecerem, desenvolvem uma parceria tão intensa e permanente, que só podem se olhar com amor, afeto, e admiração. Se fossemos pesquisar o histórico emocional de cada um, o equilíbrio seria o fator primordial.

Outras podem ser patológicas e reforçar aspectos negativos entre o casal, que se não forem cuidados podem gerar conflitos, danos emocionais e comprometimentos da saúde em geral.

Importante enfatizar que se conhecer, saber se colocar no lugar do outro, saber ouvir e saber falar, são ingredientes que desenvolvem a confiança e reforçam a autoestima de cada um. Dessa forma, criam-se laços que podem se solidificar ao longo do tempo.

Em toda e qualquer relação podem ser gerados sentimentos que permitem crescer, trazer emoções e aprendizagens. Importante é saber se beneficiar com cada oportunidade que se possa surgir para se relacionar de maneira leve e saudável.

Relacionamentos conturbados em qualquer aspecto, exige cuidado e atenção. Geralmente, quem não está bem consigo mesmo também se sente insatisfeito em toda e qualquer relação. Então que tal buscar ajuda profissional, se não consegue visualizar sozinho qual seria o melhor caminho a seguir.

Muitas pessoas resistem durante anos de toda sua vida a buscar ajuda, considerando que é assim mesmo e não se tem nada a fazer. Desconhecem totalmente seus potenciais, focando-se apenas em seu limites.

Experimente, se dê oportunidades de trilhar novos caminhos, conquistar novas possibilidades e se presentear com uma qualidade de vida melhor!

Boas reflexões, forte abraço!

Aproveito para desejar a todos leitores, colunistas e colaboradores do portal, um ano recheado de muita paz, novas conquistas e grandes realizações.


Claudete J. Silva Colunista de Saúde e Comportamento
Psicóloga Especialista em Clínica e Psicossomática
Tels: (11) 5583 3374 | (11) 99626-4832



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