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Publicado em 01/09/2014


INVEJA:

QUEM SENTE?

Hoje falarei de mais um sentimento que aflige um grande número de pessoas: a inveja, um sentimento de tristeza, impotência diante de algo que o outro tem. A inveja pode surgir tanto por uma pessoa, seus atributos e qualidades ou  por um objeto, uma circunstância, uma posição social ou profissional.

O objetivo de abordar esse tema é justamente chamar atenção para mais um sentimento que traz muitas consequências para quem sente. A inveja pode ser vista como uma frustração, um desejo não satisfeito, que aflora no invejoso, sentimentos de raiva, agressividade, baixa autoestima, tristeza.

O invejoso, muitas vezes nega que sinta inveja, mas por dentro se corrói ao imaginar as diversas situações em que gostaria de possuir o que o outro possui ou estar no seu lugar.

Negar o sentimento de inveja é camuflá-lo através de desculpas ou atitudes. Pode ser uma forma de esconder de si mesmo algo que incomoda, pois a inveja é um comportamento reprovado pela sociedade em geral.

A pessoa invejosa está o tempo todo se comparando com o outro, se sentindo injustiçado, com o pensamento e a energia sempre conectada em idéias negativas e destrutivas. Passa uma grande parte de sua vida sem viver sua própria vida, pois preocupa-se em demasia com a vida e aquisições do outro.

Inegavelmente as redes sociais possuem seu lado interessante e benéfico, mas observando pelo nosso tema em questão, é uma grande fonte para despertar a inveja. As pessoas observam o tempo inteiro fotos, viagens, relacionamentos bem sucedidos, vida profissional e outros aspectos que automaticamente causam uma inveja contínua naqueles que costumam invejar.

Querer o que pertence ao outro nada mais é do que negar sua própria capacidade de ter aquilo que inveja, por esse motivo existe a dificuldade de se admitir que é invejoso. O invejoso costuma se achar sem sorte, acredita que depende de algo ou de alguém para mudar de situação.

Existem muitas circunstâncias de inveja em contextos diferentes: na família, entre irmãos ainda pequenos mesmo numa tenra idade. Crianças que entram em disputas por brinquedos pode  parecer comum, pois estão em fase de aprendizado do dividir, compartilhar, mas quando isso se torna motivo de constantes brigas e agressões, pode-se observar sentimentos de forte  competição, onde pode estar aflorando a inveja. Isso também ocorre na disputa pela atenção dos pais que pode acionar o mecanismo da inveja.

Também existe na adolescência situações que provocam inveja: entre os meninos e meninas, pois alguns que se destacam mais no grupo, conquistam o sexo oposto com mais facilidade, usam sempre roupas e tênis de marcas, ostentam celulares e tablets de última geração.

Os pais ocupam importante papel no sentido de educar, incentivar a criança a valorizar a si mesma e as coisas boas do outro. Podem esclarecer que na vida cada um pode ter seu espaço e sua importância, sempre adequando explicações a cada faixa etária e a cada nível do desenvolvimento infantil. A criança que cresce segura por apoio dos pais está na verdade se neutralizando das possibilidades de ter inveja.

No ambiente profissional, a inveja parece ficar mais evidente entre superiores e subordinados, colegas de trabalho. A inveja está presente no querer ocupar o lugar do outro, possuir o que ele consegue ter, sua ascensão, sua carreira; enfim, o invejoso sofre continuamente pois não consegue mudar a situação.

A desigualdade entre as camadas sociais, estimula a sensação de injustiça que o invejoso possui. Podemos relembrar a frase popular: uns com tanto, outros sem nada. As conquistas e evoluções de alguns passam a ser uma fonte de tortura para outros.

A inveja não pode tomar conta de nós e sim nós que devemos tomar conta dela para que ela não tome conta de nossa vida, nos tornando amargos e somente preocupados com a vida de quem está bem.

Algumas medidas podem ser tomadas para quem tem intenção de melhorar e transformar esse aspecto tão negativo na vida: Um passo importante é aceitar a inveja e poder transformá-la numa reflexão: O que não está bem dentro de si mesmo? Por que será que o sucesso do outro incomoda tanto? Por que será que é tão difícil admitir o fato de ser invejoso?

A inveja pode ser comparada a uma erva daninha. Tente aos poucos perceber que em algum momento foi plantada dentro de você e que sem perceber, você acaba regando, adubando no dia a dia toda vez que sente a inveja de algo ou alguém. Não basta fazer de conta que não sente, encare de frente esse inimigo que você talvez nem saiba o tamanho que tem.


Existem algumas formas para minimizar e aos poucos transformar essa incômoda condição:

• Procure identificar as situações que remetem ao sentimento de inveja.

• Recorra a um profissional caso tenha dificuldade de reconhecer e entender os motivos e consequências que a inveja traz.

• Se afaste de toda e qualquer possibilidade de fofocas e críticas que levem a mergulhar no universo da inveja.


Enfim, começar a criar mecanismos para não cultivar o sentimento de inveja e monitorar os momentos em que ela surge, pode ser um bom começo para refletir o quanto negativa e prejudicial ela pode ser na sua vida e o quanto seria bom poder lidar melhor com esse sentimento.
 

Vamos interagir, fico a disposição para dúvidas e /ou sugestões


Até a próxima, forte abraço!


Claudete J. Silva Colunista de Saúde e Comportamento
Psicóloga Especialista em Clínica e Psicossomática
Tels: (11) 5583 3374 | (11) 99626-4832



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