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Publicado em 26/07/2016

CLEPTOMANIA: UM SOFRIMENTO ATROZ

Hoje, trago mais um tema para reflexão de extrema importância: A Cleptomania, caracterizada pelo furto de objetos que na grande maioria das vezes costumam não ter um valor monetário elevado, o ato do em si torna-se mais importante do que o objeto furtado.

A cleptomania faz parte de um dos distúrbios dos transtornos do controle dos impulsos, fogem do controle de quem o pratica É de extrema importância, poder discernir de um furto comum.

São inúmeros comprometimentos que podem surgir diante dessa dificuldade. Situações de constrangimento junto a família, ambiente profissional e social, além de probabilidades de comprometimento judicial, numa situação mais extrema.

A cleptomania provoca uma sensação de grande tensão e ansiedade, principalmente antes que o ato aconteça. Após o furto surge inicialmente uma sensação de alívio, seguida de sentimentos de tristeza, vergonha, fracasso e medo de ser descoberto.

Quem sofre de cleptomania é incompreendido por todos que estão ao seu redor, são pessoas geralmente confundidos com um infrator comum. São discriminadas e hostilizadas todas as vezes que suas atitudes são descobertas.

Os portadores da cleptomania sentem-se culpados por não controlarem sua impulsividade. Algumas pessoas se sentem tão angustiadas e aflitas com sua incapacidade de controle, que acabam por querer estar sempre acompanhadas, para que consigam resistir ao impulso do furto.

Outras podem se isolar e se recusarem a frequentar ambientes familiares e sociais como uma possibilidade de se afastar da condição de furtar.

A família do portador da cleptomania deve ser orientada para que as críticas sejam substituídas por compreensão da questão, carinho e apoio contínuo para que o tratamento tenha sucesso.

A pessoa que sofre de cleptomania consegue no geral desempenhar seus papéis nas tarefas cotidianas, mas o comprometimento que esse transtorno acaba interferindo de forma significativa em sua qualidade de vida em geral.

A cleptomania é uma doença crônica, deve ser tratada. O tratamento implica num processo psicoterapêutico, agregado a um tratamento medicamentoso pelo profissional adequado.

Episódios que identificam a cleptomania apontam que costumam surgir na maioria das vezes no final da adolescência. Deve-se tomar muito cuidado nessa etapa ou faixas etárias menores em não confundir com estágios normais que podem ocorrer nas transposições do desenvolvimento.

Cabe aos pais, ou quem os substitua, incluindo educadores, observar comportamentos repetitivos de furto, sem impor castigos aleatórios que podem ser ainda mais prejudiciais para quem vive a questão. O ideal é que diante de qualquer suspeita se busque ajuda profissional.

Na cleptomania, também pode acontecer, outros distúrbios paralelos como uso de substâncias químicas, depressão, ansiedade exacerbada, transtornos alimentares, oscilações de humor.

Tudo isso dependendo de cada caso, não significando que necessariamente ocorrerão todas essas características, tudo irá depender de cada caso especifico.

Embora a cleptomania possa acometer homens e mulheres, o índice de mulheres afetadas é duas vezes maior.

A cleptomania pode acontecer com intensidades diferentes, dependendo do histórico de cada um, podendo ser crônica, ou somente com alguns episódios espaçados. Uma terceira forma seria a presença contínua do descontrole do impulso, com pequenos episódios de remissão.

Os episódios de furtos na cleptomania, não são planejados, pois ocorrem impulsivamente, portanto, não correspondem a nenhum comprometimento de caráter, trata-se de um impulso incontrolável que por si só não determina a personalidade de quem o faz.

Diante de tantas dificuldades e incertezas, o portador da cleptomania, tem muita dificuldade em procurar ajuda profissional, pois estará diante de alguém desconhecido, onde terá que revelar situações sempre constrangedoras e de difícil compreensão.

O medo da crítica, medo da exposição, vergonha, são sentimentos muito presentes, por esse motivo muitos sofrem durante muito tempo acreditando numa situação de difícil reversão.

O assunto é muito amplo, aqui o objetivo foi sensibilizar e refletir.  O importante é informar, constatar que a questão existe, buscar recursos para poder minimizar, confiar e se entregar a possibilidade de melhorar e transformar!


Grande abraço!

Dúvidas e/ou sugestões fico a disposição.

Claudete J. Silva Colunista de Saúde e Comportamento
Psicóloga Especialista em Clínica e Psicossomática
Tels: (11) 5583 3374 | WhatsApp: (11) 99626-4832



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