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Publicado em 03/10/2014

CIÚME:

UM SENTIMENTO QUE CONSOME QUEM SENTE

Hoje abordarei mais um tema muito comum entre as pessoas: o ciúme, que em doses muito intensas e descontroladas, pode transformar qualquer tipo de relacionamento. O ciúme está presente em todas as pessoas, partindo do principio que é um sentimento universal e diz respeito a preservar algo ou alguém.

Costuma ser bastante comum num primeiro momento achar que o ciúme envolve somente o relacionamento entre casais, mas é um sentimento que pode surgir qualquer relação: entre pais e filhos, irmãos, familiares em geral, amigos.

No ambiente de trabalho, entre colegas, subordinados e chefes, enfim, nos vários contextos da vida o ciúme está presente, trazendo sentimentos de raiva, disputa, baixa autoestima para quem sente.

Algumas pessoas possuem ciúme por objetos adquiridos, desenvolvem um sentimento de posse e poder sobre a aquisição, isso pode acontecer desde a infância onde pode-se observar crianças que não dividem nem emprestam seu brinquedos.

O ciúme pode surgir de forma mais ou menos intensa e está diretamente ligado com a sensação de ameaça e perda que pode ser real ou imaginária.

Podemos observar o ciúme também numa mistura de sentimentos, como por exemplo,  na chegada do primeiro filho. Fica perceptível no pai a sensação de ser deixado em segundo plano, pela prioridade e atenção que a mãe passa a dedicar para o filho. Embora o pai nos dias atuais, participe dos cuidados do recém chegado, sem que ele perceba, o sentimento de ciúme pode estar presente.

Quando a chegada é do segundo filho, o primogênito também pode sentir-se preocupado em perder o carinho e afeto dos pais. Nesse caso, o ciúme pode fazer com que a criança desenvolva comportamentos infantilizados para chamar a atenção, muitas voltam para etapas anteriores como chupar chupeta, querer mamar, além de tornar-se irritada e agressiva. Esse comportamento poderá se dar mesmo depois da infância, na vida adulta, na disputa entre irmãos pela atenção dos pais.

O ciúme também pode ser despertado entre amigos, principalmente com a chegada de um novo integrante no grupo. Existem as famosas panelinhas que se protegem e não querem se desfazer, a chegada de alguém estranho pode ameaçar a estabilidade do grupo causando disputas e rivalidades geradas pelo ciúme.

Podemos perceber o ciúme inclusive nos animais por seus donos diante da chegada de um bebê na família, outro familiar ou qualquer tipo de mudança, mesmo na introdução de um novo animal no mesmo ambiente. Acaba existindo a necessidade de um período de adaptação para evitar um grande estresse pelo ciúme.

Muito se ouve falar sobre o ciúme doentio, ou seja, o ciúme patológico, que aos poucos vai tomando grandes proporções e se instala nos relacionamentos entre casais. Esse sentimento muitas vezes pode levar a situações extremas, inclusive podendo dar margem a trágico desfechos de crimes passionais.

O ciúme patológico é caracterizado pela dependência do outro, onde surgem sentimentos de raiva, ansiedade e agressividade em quem sente. Muitas pessoas expressam em sua angústia o fato de preferir morrer a perder a pessoa amada. O ciumento patológico desenvolve manias de vigilância e controle exagerado sobre o comportamento do outro.

Pessoas reais ou imaginárias costumam povoar a vida de quem sofre desse mal, o foco passa a ser essa relação, onde todos os outros aspectos da vida passam a não ter importância, se tornando secundários. Ou seja, o desempenho pessoal, social e profissional sofre vertiginosa queda, podendo surgir a depressão e outras patologias por conta de tantas emoções em ebulição.

Podem surgir doenças crônicas, cardíacas, gastrointestinais, de pele, fibromialgias e muitas outras que podem causar um desconforto paralelo aos sentimentos já mencionados. A não interrupção desse quadro através de um tratamento pode acarretar ainda mais transtornos.

Alguns aspectos podem ser observados nas pessoas que sentem o ciúme descontrolado. Podem ocorrer sérias e irreversíveis consequências na vida dos envolvidos, em primeiro lugar é recomendado procurar ajuda de um profissional.

A psicoterapia pode ser uma grande aliada, um caminho para que o ciúme possa ser amenizado e principalmente entendido. Quem vive esse drama pode não estar percebendo quanto prejudicial possa estar sendo essa vivência exacerbada.

A pessoa que sente o ciúme patológico vive insatisfeita consigo mesma, sua autoconfiança e autoestima estão abaladas. É importante fazer o reconhecimento desse sentimento, suas causas e consequências, para então entrar num trabalho de reconstrução em primeiro lugar de si mesmo e depois checar a possibilidade da reconstrução da relação (quando possível).

Sem dúvida é uma dor constante e o sentimento de impotência diante da situação torna ainda mais difícil ultrapassar. Mas é importante desenvolver um fator para transformar: o querer mudar, partindo desse princípio, agir, buscar e pensar o quanto se pode ser capaz e acreditar.

Fico a disposição para dúvidas e /ou sugestões


Até a próxima, forte abraço!


Claudete J. Silva Colunista de Saúde e Comportamento
Psicóloga Especialista em Clínica e Psicossomática
Tels: (11) 5583 3374 | (11) 99626-4832




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