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Publicado em 04/11/2014

AMOR PATOLÓGICO

O tema de hoje é praticamente mais um alerta de um sentimento que traz um comprometimento para a saúde emocional e física: O amor patológico que abrange o ciúme patológico abordado no artigo anterior.

A princípio se falarmos exclusivamente do tema amor, se abririam muitos leques, pois o ato de amar pode ser explicado em vários contextos da vida. O amor materno, paterno, fraterno, incondicional, físico, platônico e outros.

O amor, quando vivenciado de maneira equilibrada, promove benefícios emocionais e físicos. Emergem sentimentos positivos como afeto, carinho, respeito e admiração. Surge naturalmente a necessidade de proteger a pessoa amada, compartilhar com ela momentos bons e difíceis. O amor patológico, ao contrário de tudo isso, traz sofrimento e desconforto o tempo inteiro.
 
No amor patológico prevalece o sentimento de posse, de exclusividade, de obsessão pelo outro. A  pessoa que é acometida desse mal, deixa de viver a própria vida para viver a vida do parceiro, como se não tivesse mais vida própria.

O relacionamento deixa de ser prazeroso para ser doloroso, guiado pelo impulso e insatisfação, surgem pensamentos negativos, fantasias de que a qualquer momento poderá haver uma perda da relação. Existe uma necessidade constante de vigiar os passos do outro, como se houvesse um desejo de coloca-lo numa redoma de vidro toda coberta, onde ninguém mais pudesse toca-lo e nem vê-lo.  

O amor patológico causa dependência física, similar à dependência química. Ou seja, quem sente fica o tempo inteiro ligada na pessoa amada. Sua individualidade fica comprometida a ponto de se distanciar de amigos, da família e muitas vezes até do trabalho, para se fixar totalmente na relação que ela considera a mais importante de sua vida.

As inseguranças e medos que são geradas no amor patológico são cultivadas já na infância e com o decorrer do tempo são reforçadas nos relacionamentos estabelecidos. Pessoas que vivem e crescem em famílias desajustadas, sem atenção e carinho, desenvolvem em todo decorrer da vida a sensação de desamparo e abandono.

Surgem sentimentos como baixa autoestima, insegurança, personalidade fragilizada e vulnerável, que fazem com que a pessoa ao se relacionar com o outro, queira ter atenção e exclusividade. Trazendo a tona um outro sofrimento, nesse caso, a vivência do amor patológico.

O amor patológico, não se restringe apenas as relações com o sexo oposto, pode também existir entre pais e filhos, amigos, irmãos, costuma ser muito comum mães que se desequilibram diante da possibilidade do filho ter um relacionamento e poder se afastar.

O mesmo pode ocorrer entre irmãos excessivamente apegados desde a infância. Quando surge um terceiro, esse passa a ser ameaçador, causando brigas e desavenças por parte daquele que sente sem perceber o amor patológico.

Mães exageradamente controladoras que habitualmente mantém por seus filhos cuidado e zelo, também podem estar nutrindo a questão do amor patológico. O que diferencia dos cuidados naturais são os excessos de controles, ligações em número exagerados, vistorias no telefone, roupas, computador entre outros.

O afeto é o sentimento que nutre qualquer relação, estimulado e transmitido inicialmente pelos pais de forma harmoniosa e natural Traz equilíbrio, fortalecimento e emoções positivas. Quando os pais se respeitam e demonstram afetuosamente seus sentimentos, geram nos filhos a mesma condição. Ao contrário, pais omissos ou pouco presentes na vida dos filhos criam conflitos que podem perdurar em toda vida adulta.

Os envolvidos em relações conflituosas como o amor patológico, costumam adoecer com vários distúrbios causados pelo grande estresse, complicações gástricas, estomacais, dermatológicas, cardíacas dentre outras que podem ter mais gravidade. Costuma-se observar também casos de crimes passionais, onde se vai ao auge do desequilíbrio emocional.


Como identificar quando o amor passa a ser um sentimento doentio, que precisa de cuidados? 

Para quem está vivendo a situação parece ser difícil constatar que algo está errado. Inicialmente reconhecer que de fato precisa de ajuda, desejar transformação e mudança, ir em busca do auto conhecimento para entender as causas desse comportamento podem ser um primeiro passo para aliviar um grande sofrimento e dor.

Buscar informações, se integrar em grupos, trocar experiências com quem sofre do mesmo mal são passos que podem ser muito interessantes no sentido de perceber que a qualidade de vida e de relações melhores podem acontecer. As pessoas envolvidas no amor patológico abrem mão de suas próprias vidas, sem perceber a gravidade da situação.

Reflita e siga adiante. Acredite, tenha certeza que quem poderá transformar e dar novo valor a sua vida será antes de mais nada você! Compartilhe, observe sua maneira de se relacionar, para que a situação possa ser controlada a tempo; a tempo de viver melhor.

Fico a disposição para dúvidas e /ou sugestões


Até a próxima, forte abraço!


Claudete J. Silva Colunista de Saúde e Comportamento
Psicóloga Especialista em Clínica e Psicossomática
Tels: (11) 5583 3374 | (11) 99626-4832




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