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Publicado em 29/05/2017


ACUMULADORES COMPULSIVOS:

UM SOFRIMENTO INCOMPREENDIDO

A acumulação compulsiva, diz respeito as pessoas que no decorrer de suas vidas, acumulam os mais diversos objetos, que podem ir de papéis diversos, contas pagas há muitos anos, revistas, móveis velhos, animais sem cuidados e muitos outros.

A acumulação compulsiva, é também chamada de disposofobia, é vista pelas pessoas como aversiva, como se quem sofresse desse mal fosse apenas uma pessoa desleixada sem princípios de higiene e totalmente desequilibrada.

Essa visão, pode comprometer ainda mais quem está vivenciando essa questão, muitas vezes os familiares e amigos se afastam por achar que a pessoa que sofre é um caso perdido, sem solução.

As pessoas envolvidas, não compreendem a necessidade de um tratamento, uma investigação mais profunda, não se pode generalizar, cada caso é único, deve ser estudado profundamente por um profissional.

Muitas pessoas, consomem desenfreadamente e guardam coisas novas sem utilizar, outras guardam coisas antigas sem uso por anos a fio, não conseguindo se desfazer delas diante de nenhum argumento.

Alguns acumuladores, recolhem animais na rua, mas não conseguem cuidar, se acham bem-intencionadas por ajudar amenizar um sofrimento, porém somente vão acumulando, sem manter cuidados básicos de higiene e manutenção. Muitas vezes essas pessoas se tornam alvos de queixas policiais, ataques agressivos por parte de familiares, ou qualquer outra pessoa que esteja ao redor.

Identificar o problema sem buscar as causas, é no mínimo uma precipitação, pois de fato torna-se necessário lançar um olhar diferenciado para essas pessoas, pois elas precisam urgentemente de um tratamento adequado, compreensão e acolhimento.

Familiares, tentam desesperadamente convencer o acumulador compulsivo que deve se desfazer dos lixos acumulados, mas percebem que suas tentativas são inúteis, o que acaba criando na maioria das vezes irritabilidades e até rupturas de relacionamentos.

A carência afetiva, é sem dúvida, um dos aspectos de grande relevância na observação dos acumuladores compulsivos. As pessoas portadoras desse distúrbio, por serem constantemente hostilizadas, terminam por se isolar de parentes e amigos, o que pode causar ainda mais dificuldades na procura de ajuda.

O fato de não entender o que está ocorrendo, faz com que muitas pessoas nem percebam o quanto estão desorganizadas, não só externamente com objetos, mas internamente em suas emoções.

Existem comportamentos, que vão aos poucos comprometendo ainda mais o espaço físico do acumulador, o ambiente, vai sendo tomado por objetos desnecessários, invadindo cada pedaço que esteja livre, em casos mais graves, pode ser observado até dificuldade de locomoção.

Os acumuladores. Vão perdendo o controle, sentem uma constante angústia e aflição, pois dentro de si, existe uma grande necessidade inconsciente, de ter uma válvula de escape para o que está sem controle no aspecto emocional. Tudo isso, só poderá ser compreendido com um acompanhamento profissional.

A acumulação compulsiva, é um dos transtornos de ansiedade e poderá ser desencadeada de diferentes maneiras, dependendo do histórico individual de cada um. Dentre tantos fatores podem ocorrer, através da morte de uma pessoa próxima, dificuldades financeiras, profissionais, excesso de responsabilidades, medos de perdas.

Os idosos, são observados como acumuladores em grande maioria, mas não necessariamente, eles possuem grandes medos, solidão e abandono dos familiares, muitos vivem deprimidos sem princípios básicos de higiene o acúmulo de objetos se transforma numa forma de lidar com tudo isso.

Se qualquer objeto do acumulador for descartado, causa de imediato uma sensação de vazio e perda irreparável, por esse motivo as interferências dos familiares julgando que uma faxina geral, irá resolver, somente fará um efeito ainda mais danoso a quem sofre desse mal. Por isso é importante que todos que se relacionem com acumuladores, se informem das verdadeiras causas dessa situação tão complexa.

A acumulação compulsiva, pode e deve ser tratada com psicoterapia e muitas vezes com acompanhamento medicamentoso paralelo pelo profissional da área, necessitando complementação com orientação aos familiares, para que o tratamento seja bem-sucedido.

Enfim, a questão exige atenção, e muita dedicação por todos os envolvidos no processo, aqui deixo um breve esclarecimento para que a questão não seja vista apenas por um ângulo prático, se esquecendo completamente da implicação do fator emocional.


Pense nisso e boas reflexões!

Fico a disposição para dúvidas ou maiores esclarecimentos.

Forte abraço!

Claudete J. Silva Colunista de Saúde e Comportamento
Psicóloga Especialista em Clínica e Psicossomática
Tels: (11) 5583 3374 | WhatsApp: (11) 99626-4832
e-mail: claupsi.js@gmail.com



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