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Publicado em 16/07/2018


ACEITAÇÃO,

UM BEM PARA SI MESMO

Hoje abordarei a necessidade da inclusão de um tema, importante para que as adversidades impostas pela vida, tornem-se mais leves: a aceitação.

A aceitação, é um antídoto para a frustração, muitas pessoas ao se frustrarem com algo que tinham expectativa, tornam-se amarguradas, negativas.

Existem situações, que não se pode mudar em hipótese alguma, então trabalhar a questão da aceitação, é primordial para não haver um desequilíbrio emocional e dar continuidade a vida. Muitas pessoas, não aceitam a si mesmas, a aceitação começa por esse reconhecimento inicial. Esse é o primeiro passo para a aceitação ser verdadeira, nesse aspecto, obter o autoconhecimento para entender seus limites e suas potencialidades, torna-se um recurso indispensável.

O ditado popular remando contra a maré, diz exatamente o esforço que se faz para ir contra uma realidade difícil de aceitar, isso implica na instalação de um conflito.

O conflito entre querer mudar algo impossível, e aceitar que não se poderá  de forma alguma,  traz um grande, sofrimento, gera um estresse contínuo e como consequência,  também  outros males. Depressão, síndrome do pânico, transtornos de ansiedade, doenças cardíacas e outras, podem surgir como consequência, inclusive o acúmulo de pensamentos negativos como se nada mais fosse dar certo. Podemos ressaltar, perdas de entes queridos, de emprego, relacionamentos, status social, situação financeira desequilibrada, notícia sobre doença incurável, como alguns dos aspectos onde existem muitas dificuldades em trabalhar a aceitação. Também posso apontar outra questão muito presente nos dias atuais. Algumas pessoas se endividam e negam entrar em contato com a realidade, vão acumulando cada vez mais os números devidos, tornando-se um risco de perda de controle total.  O emocional vai se comprometendo podendo causar danos irreparáveis para si e todos envolvidos.

A não aceitação é profundamente prejudicial, o foco se fixa no problema e não na solução, as compulsões em geral, por comida, compras, jogos, fumo, álcool  e outras também fazem parte da negação da necessidade de procurar ajuda  profissional. Se formos investigar o histórico de vida de quem tem esse comportamento, poderemos observar um fator importante: baixa autoestima, desvalorização contínua na família, no ambiente escolar e na vida profissional quando adulto.

Aceitar qualquer que seja a situação, não quer dizer resignar-se e não tomar atitudes quando necessário e possível. Aceitar, não é negar, fazer de conta que a situação não existe, ao contrário é entender e enfrentar, antes de mais nada!

Quando a aceitação é algo que paralisa, torna-se preocupante, pois quem tem essa dificuldade, pode querer abandonar tudo o que faz, por não conseguir aceitar uma situação, muitas pessoas se fecham e não conseguem ir adiante.

Aceitar  as diferenças existentes entre pessoas, crenças, opções de vida sejam elas quais forem, denota sabedoria, respeito ao outro, a não aceitação, provoca sentimentos de raiva por si mesmo e pelos outros, ansiedade, mágoa, rancor, melancolia, que só fazem piorar a situação.

Pessoas com dificuldade de aceitar, geralmente são inflexíveis e endurecidas com a própria vida, resistentes a qualquer mudança, a vida exige adaptações, algumas variáveis são incontroláveis e impossibilitam optar. Algumas pessoas, se frustram o tempo inteiro por achar que podem mudar com quem convivem, pais, filhos, amigos, companheiros, se esquecem completamente das diferenças, que cada pessoa tem uma história e um jeito de ser e que ninguém pode mudar o outro sem que esse queira de fato mudar.

Aceitar, também é fazer uma substituição de sentimentos negativos por outros que trazem compreensão e não acomodação. A preocupação excessiva com o futuro, somada as sensações de que não ha nada a fazer, em situações difíceis tornam se um círculo vicioso que levam a permanecer na situação.

Viver o presente, e um momento de cada vez, também pode  ser um passo para conquistar a aceitação, como diz a letra de uma famosa música “ Vivendo e aprendendo a jogar....nem sempre ganhando, nem sempre perdendo mas aprendendo a jogar” ou seja o aceitar as perdas e valorizar o ganho do aprendizado sempre!


Boas reflexões!

Fico a disposição para dúvidas ou maiores esclarecimentos.

Forte abraço!

Claudete J. Silva Colunista de Saúde e Comportamento
Psicóloga Especialista em Clínica e Psicossomática
Tels: (11) 5583 3374 | WhatsApp: (11) 99626-4832
e-mail: claupsi.js@gmail.com



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