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Publicado em 22/08/2014


A DIFÍCIL TAREFA DE APRENDER A DIVIDIR

Pais e educadores de crianças em torno de 3 anos sabem a grande dificuldade que elas apresentam quando se trata de dividir algo. Há quem entenda isso como um mimo exagerado, egoísmo e até mesmo maldade. Convenhamos, é muita insensibilidade pensar tamanha severidade de crianças que ainda estão em constituição de sua personalidade. 

Infelizmente muitos não compreendem a dificuldade que as crianças têm em dividir e partilhar. Tudo fica mais fácil quando entendemos o porquê dessa dificuldade, quais as possíveis soluções e a postura que se deve adotar diante desse impasse.

A criança pequena acredita que tudo existe e acontece é em função dela e de suas vontades, como se ela fosse a razão de tudo existir. Os próprios pais fazem com que ela acredite que tudo é dela e para ela. Conforme ela cresce, vai percebendo que nem tudo é assim, que aquilo que é do outro não lhe pertence e isso a frustra, pois ainda está adquirindo a capacidade de absorver os limites, os próprios e os do mundo. 

A criança não quer ceder o brinquedo nem mesmo quando não está brincando?  Ela quer as coisas que são que são do outro mas não quer dividir o que é seu? Não se preocupe, isto é normal.

A princípio os pais e parentes acham até engraçadinho a criança fazer essas birras, mas conforme ela vai crescendo não aceitam mais esse tipo de comportamento que, além de não passar, se acentua. Por volta dos três a quatro anos a criança leva esse egocentrismo às ultimas conseqüências.

No anseio de resolver o problema que a maioria tende a julgar como um traço negativo no caráter da criança, os pais criam meios de acabar com isso imediatamente como, por exemplo, criticá-la severamente, forçá-la ou obrigá-la a dividir, compará-la com outras crianças mais velhas e, até mesmo, humilhá-las diante dos outros. 

O que eles não percebem é que a criança pode até obedecer para não os desagradar, por medo de perder o amor dos pais. Mas, com razão, a criança ficará magoada e até descrente da compreensão dos adultos.

Este comportamento diminui gradativamente, a partir de demonstrações de aceitação e elogios dos pais. E os pais devem explicar o mesmo procedimento para aqueles que cuidam da criança na sua ausência.

O adequado é acolher o sentimento relacionado com a frustração e ao mesmo tempo colocar o limite, sem agressões, com afeto. Por exemplo: “brinca um pouco com este brinquedo e depois vamos levar pro amiguinho brincar junto!!!”,  “sei que às vezes você quer tudo pra você, mas é importante aprender a dividir, é legal, a gente faz amigos,  quer ver??” 

Vivendo com essas pessoas amorosas e compreensivas que não a castiguem ou obriguem, nem passem sermões que ela ainda nem é capaz de compreender, a criança irá superar com maior facilidade e rapidez esta fase. Sentindo-se segura do afeto será mais fácil lidar com as frustrações.

É importante o entendimento da família da criança, os pais principalmente, para que estas atitudes próprias do crescimento possam acontecer sem problemas.

Boa sorte!


Ângela Clara Corrêa
Diretora técnica da UNIRE DESENVOLVIMENTO HUMANO
Coordenadora dos cursos profissionalizantes da Unire
Psicóloga - Especialização em Psicanálise da Criança
Fone: 11 5575 6300 | www.unire.com.br



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