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Publicado em 24/09/2018



VIVEIRO 

MANEQUINHO LOPES

 
 
No último domingo (23), duas estufas do Viveiro Manequinho Lopes foram entregues novamente à cidade de São Paulo após reforma. Criado pelo botânico Manuel Lopes de Oliveira Filho, o viveiro é um dos primeiros da cidade de São Paulo e é mais antigo até mesmo que o Parque do Ibirapuera

Origem

Em 1916, a prefeitura de São Paulo comprou um terreno na região da Vila Clementino, a área pantanosa servia na época apenas como pasto, por onde ficavam cabeças de gado transportadas do interior do estado, antes de serem levadas ao Matadouro Municipal, onde hoje temos a Cinemateca. Nesse ano a cidade de São Paulo possuía dois viveiros de mudas, um em um pequeno jardim municipal na região da Luz e outro na região da Água Branca. 

Em 1928, o viveiro da Água Branca foi transferido para a região da Vila Clementino, na época Manoel Lopes já era diretor da Divisão de Matas, Parques e Jardins da cidade e tinha dois objetivos principais, dar um bom uso ao terreno da prefeitura, e fornecer mudas para as demais áreas de São Paulo. Como o solo da região era bastante pantanoso, Manoel decidiu plantar diversas árvores de eucalipto australiano. Esse tipo de árvore absorve a umidade do solo, então além de reflorestar a região, com o passar do tempo o solo pantanoso se tornou ideal para outras espécies, que se desenvolvem em terrenos menos úmidos. 

Durante muitos anos o viveiro forneceu mudas para a criação e manutenção de diversas áreas verdes em São Paulo, tanto em parques e praças públicas, quanto em condomínios privados. Em 1938, Manequinho, como era apelidado Manoel, aos 66 anos ficou doente por conta de problemas causados pelo contato com pesticidas e faleceu. Como uma forma de homenagem, o viveiro recebeu o nome “Manequinho Lopes”. No lugar de Manoel, Arthur Etzel assumiu o posto de diretor do viveiro e exerceu atividade no local por 50 anos. No início da década de 60, a cidade de São Paulo já havia crescido muito e surgiu a necessidade de criar novos viveiros para abastecer as áreas verdes da capital e cidades vizinhas. E então foram criados os viveiros Paulo, Arthur Etzel, no Parque do Carmo (zona leste), e Harry Blossfeld, no Parque Cemucam (Cotia). 

Manutenção

Em 1993, através de uma parceria do governo municipal com a iniciativa privada, o viveiro Manequinho Lopes passou por reformas projetadas pelo paisagista Roberto Burle Marx. De lá para cá o viveiro recebeu apenas algumas ações pontuais para manutenção, em alguns casos, organizadas por voluntários. O projeto atual foi concebido através de uma nova parceria da prefeitura de São Paulo com uma marca fabricante de sabonetes, segundo a própria prefeitura, os investimentos cobertos pela empresa já custaram cerca de R$800 mil, para a restauração de todos os estufins e duas estufas, as de número 5 e 6, além dos custos com manutenção e paisagismo enquanto durar a parceria. Para o ano que vem, o projeto é reformar as estufas 1,2,3 e 4 enquanto a reforma das estufas 7, 8, 9 e 10 ficará para 2020.

Entre as estufas e áreas abertas, o viveiro Manequinho, possui em seus 48 mil m² de terreno, áreas dedicadas aos diferentes biomas encontrados no Brasil, como é o caso da estufa com plantas da mata-atlântica, o jardim Cerrado e o jardim Rupestre, com exemplares comuns na Caatinga. Além desses exemplos, é possível encontrar no viveiro flores de diferentes espécies e plantas com aplicações medicinais.  

As áreas abertas do viveiro Manequinho Lopes ficam disponíveis de segunda à sexta para a visitação das 8h às 17h, e o acesso às estufas é através de visitas monitoradas. Também é possível retirar no local mudas de arvores nativas. Para isso é necessário apresentar o IPTU, documento com foto e uma imagem do local onde a muda será plantada.  



Fontes:


Fotos: Heloisa Ballarini / SECOM



Rafael Caetano
Portal Vila Mariana














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