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Publicado em 11/03/2020
 

UM ARTISTA CHAMADO 

BANKSY

“a arte deve confortar o perturbado e perturbar o confortável”

Banksy é o pseudônimo de um artista de rua britânico, cuja identidade é cogitada, porém não confirmada. O artista de rua, cuja idade dada é de 46 anos, utiliza a técnica do estêncil para suas obras, espalhadas, principalmente, pela cidade de Bristol, sua cidade natal, no sudoeste da Inglaterra. Também é encontrada nos Territórios Palestinos, Nova Iorque, Inglaterra, Londres, na França, na Espanha, dentre outros lugares.

O artista, que esconde sua verdadeira identidade, embora apontado como um astro da música ou ainda um grupo de manifestantes - usa a arte na rua como forma de protesto de pensamentos e comportamentos, críticas a governos e a sociedade. É notória sua contraposição ao poder e autoridades. As pessoas que passam por suas obras têm reações adversas, levando muitas vezes ao riso, tamanho o sarcasmo e a sutileza que Banksy revela em suas obras.

No último Valentine’s Day (14 de fevereiro de 2020 – dia dos namorados em alguns países do mundo, intensamente nos Estados Unidos), o artista presenteou sua cidade natal com um estêncil de uma menina que disparava algo com seu estilingue e, atingia em cheio um alvo que jorrava flores vermelhas, como um jorro de sangue. Para os pensantes de plantão, uma linda cena do que o amor é capaz de fazer – dor e beleza no mesmo sentimento.


Uma de suas obras mais famosas é “Girl with Balloon”, grafitada no muro de uma loja em Londres, em 2002. Essa imagem já foi reproduzida por vários segmentos da mídia – o balão é em forma de coração, como se a garota soltasse seu sentimento ao vento. Passado dez anos, em 2012 foi reproduzido um cartão com a obra e vendida por muitos euros, tornando uma obra famosa no mundo todo. Em 2017, a obra foi leiloada e ao ser arrematada por mais de um milhão de euros, em meio aos aplausos do momento, um dispositivo foi acionado e a obra se triturou, saindo picotada por debaixo da moldura. Algo inexplicável, até que Banksy se pronunciou, dizendo que havia instalado o dispositivo anos antes para caso fosse vendida. O dono da obra aceitou-a mesmo assim e a mesma passou a se chamar “Love is in the Bin” (“O Amor está na Lixeira”), valendo uma cifra maior ainda pela autenticidade. Banksy, na época, publicou em sua conta no Instagram como montou o dispositivo e arrematou com a frase “O impulso de destruir é também um impulso criativo”, frase de Pablo Picasso.


“Mobile Lovers” é outra obra que merece destaque – um casal se abraça e beija olhando ambos para a tela do aparelho celular. Remetendo à atual necessidade das pessoas de mostrar ao mundo sua intimidade, ou ainda, uma suposta traição. Criada em 2014, perto de um centro juvenil, em Bristol.

“Spy Booth” foi feita em referência a vigilância global, em 2013. Agentes vigiam uma cabine telefônica, demonstrando a falta de privacidade que vivemos. Não tem como não rir e se surpreender, Banksy nos faz refletir sobre verdades aceitas sem questionamentos.

Ainda no quesito provocação, Banksy criou um estêncil de um homem saltando por uma janela, nu, enquanto o possível “marido” o procura junto à esposa de lingerie. O mural está próximo a uma clínica de saúde sexual, em Bristol. Obra de 2006, conhecida como “Naked Man” (Homem Nu). É muito criativo esse Banksy...

Ratos e ratazanas também permeiam suas obras – há dizeres dele que todos somos ratazanas, vivemos e morremos como ratos domados. Muitas obras se remetem a ganância do homem e ao abuso de poder. E numa outra vez o artista soltou a pérola: “Os maiores crimes não são cometidos pelas pessoas que quebram as regras, mas pelas pessoas que as cumprem. São pessoas que cumprem as regras que lançam bombas e massacram aldeias”.

Banksy vale a pena ser pesquisado e seguido em sua conta no Instagram. Vândalo ou gênio, o mundo precisa desses anonimatos sutis.
















Redação: Silvia Delforno
















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