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Publicado em 11/03/2015


DIA MUNDIAL DO RIM:

COMO AS CRIANÇAS SÃO AFETADAS PELAS DOENÇAS RENAIS

Apesar de terem a percepção da gravidade da doença, elas conseguem ver o lado positivo, driblando bem o impacto causado na vida familiar, social e educacional

No Dia Mundial do Rim - dia 12 de março - crianças e adolescentes portadores da doença devem ser envolvidos em ações que forneçam cada vez mais informações sobre a doença, seus impactos sociais, educacionais, familiares e emocionais. O diagnóstico precoce é essencial para se evitarem medidas mais severas de tratamento, nessa faixa etária e no futuro. Inicialmente, alguns sinais da doença podem ser identificados, mas é preciso ficar atento e conscientizar a população sobre eles, como atraso no crescimento, anorexia, vômitos, sede e alteração do padrão miccional, por exemplo.
 
“Em casos avançados, os sinais mais evidentes são a baixa estatura, seguida de deformidades ósseas, anemia resistente ao tratamento com ferro, cefaleia e vômitos secundários a hipertensão arterial. Os exames de rotina são importantes, sobretudo quando não há sintomas aparentes”, explica a nefro-pediatra Maria Cristina de Andrade, da MBA Pediatra e da Escola Paulista de Medicina – UNIFESP.
 
Durante a gestação também é possível fazer o diagnóstico de comprometimento do trato urinário. Segunda a especialista em nefrologia pela Sociedade Brasileira de Pediatria, nesses casos a ultrassonografia no pré-natal pode demonstrar alterações. Os exames são importantes, assim como o histórico familiar, para saber sobre antecedentes familiares.

A Doença

O mau funcionamento dos rins afeta o desenvolvimento físico, intelectual, emocional e social, principalmente nas crianças, além de causar morbidade em quase todos os órgãos do corpo humano. De acordo com a nefro-pediatra, a sobrevida da criança com Doença Renal Crônica (DRC) tem aumentado nos últimos 20 anos, mas a mortalidade ainda é elevada, principalmente por desencadear doença cardiovascular, que representa de 40 a 50% dos casos de óbito. A DRC é definida pela presença de lesão e/ou pela perda da função renal, o que pode ser diagnosticada através da dosagem de creatinina sérica.

“Os fatores de risco para mortalidade incluem tempo prolongado em diálise e hipertensão arterial. Dos adultos que tiveram DRC na infância, 50% apresentam hipertrofia ventricular esquerda e 30% têm sinais de doenças metabólicas - obesidade, dislipidemia e diabetes tipo 2”, explica Andrade. A hipertensão arterial, uma sequela comum, causa o espessamento das paredes do ventrículo esquerdo, a principal câmara do coração, que propulsiona o sangue em direção ao cérebro e ao restante do corpo.

O diagnóstico precoce é de extrema importância para reduzir a progressão da doença, assim como ter o histórico familiar para detecção de doença genética hereditária e para evitar que outras doenças associadas sejam desenvolvidas, como as do coração, que são a causa de mortalidade mais comum em pacientes renais pediátricos. “É importante também o exame de urina, que deve ser realizado rotineiramente durante a infância. Outros exames importantes também devem ser programados para identificação, monitorização e tratamento das disfunções”, diz a especialista em nefrologia pediátrica pela Sociedade Brasileira de Nefrologia.

#DiaMundialdoRim

Para manter os rins saudáveis é sempre indicado ter bons hábitos alimentares e comportamentais, ingerir bastante água e ficar em alerta com doenças crônicas não transmissíveis como a hipertensão arterial, diabetes e obesidade. Orientação para uma alimentação saudável e uma vida mais ativa é o caminho para a prevenção de possíveis distúrbios.

“A alimentação tem de ser equilibrada para que crianças e adolescentes também não desenvolvam obesidade, dislipidemia e aumento de glicemia. É aconselhável praticar atividades físicas regularmente, tanto para o controle do peso quanto da hipertensão arterial, pois os exercícios físicos atuam como um protetor renal”, declara Maria Cristina.

 
Fonte para entrevista
 
Dra. Maria Cristina de Andrade – CRM 55067/SP
 
Autora do livro “Nefrologia para Pediatras”, mestre e doutora em pediatria pela Unifesp/EPM, especialista em pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria, com área de atuação em Nefrologia Pediátrica pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e Sociedade Brasileira de Pediatria.

Com estágio no exterior como parte da pós-graduação pela Pediatric Nephrology Service da University of California – Los Angeles (UCLA), a Dra. Maria Cristina atua desde 1998 como nefrologista pediátrica do Hospital São Paulo (Unifesp), orientando residentes de pediatria e de nefrologia pediátrica. É professora adjunta do departamento de pediatria do curso de medicina da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), com atividades didáticas na graduação. Dedica grande parte de seu tempo também à redação de artigos e livros científicos e participação como palestrante em simpósios nacionais e internacionais do segmento.
 
 
MBA Pediatria na web:













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