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Publicado em 12/04/2017


YOKO ONO: PACIFISMO SEMPRE A FRENTE DO SEU TEMPO

Na capa do primeiro disco, John Lennon e Yoko Ono apareciam completamente nus. O disco era “Two Virgins”, o ano era 1.968 e era fruto da primeira noite de amor do casal. 

“Two Virgins” tinha um caráter experimental; não havia músicas nele, apenas sons diversos e incompreensíveis. Assovios, gargarejos” vocais, graves ou estridentes, alguns solos soltos de violão ou piano. Causou furor. Pela sua capa o álbum foi vetado em diversos países, inclusive no Brasil, pelo seu conteúdo também, pois, ninguém podia aceitar aquele disco estranho, como um trabalho de John Lennon, o mentor e principal compositor, ao lado de Paul McCartney, dos “ Beatles” maior banda de Rock da história. 

Além de tudo o disco revelava ao mundo uma mulher oriental, que já fazia barulho nas exposições de vanguarda. Não era exatamente uma “musa” idealizada para um astro como Lennon. 

Ninguém aceitou Yoko Ono. Os Beatlemaníacos acusaram Yoko pela dissolução dos Beatles. 




Evidente que em “Two Virgins” bem como nos próximos discos experimentais do casal, havia a marca de Yoko: desconstrução da arte formal e uma nova forma de dizer algo. John Lennon entendeu Yoko Ono. 



Será que você vai entender?

Há uma oportunidade. 

Até o dia 28 de maio, o Instituto Tomie Ohtake, abriga a exposição O Céu ainda é azul, você sabe ..."

A produção de Yoko Ono resiste a classificação e é marcada pelo experimentalismo. 

Como artista de vanguarda, produziu textos, filmes, performances, happennings, instalações, arte sonora e ações multimídia. Foi e continua sendo, uma voz importante do movimento pacifista, portadora de uma mensagem de esperança, de consciência e aproximação com o outro. 

Na exposição atual podemos ver a famosa peça “ Pintura do teto, pintura do sim”. Emocionante subir aqueles degraus de madeira, apanhar a lupa pendurada e procurar no teto a palavra “ SIM “ escrita em letras minúsculas. 

Fica a mensagem:  “Aumente a sua positividade”. 
A impactante sala “Sombras de Hiroshima”, onde um “ flash”, deixa nossa sombra impressa em meio aos escombros causados pela bomba atômica. 

Fica a mensagem:  “Pode acontecer de novo e você pode estar lá”. 
Assim é a obra de Yoko; não basta ver: você tem de dialogar com ela. 
Se você duvida, terá a chance de carimbar a palavra “paz” em todo mapa mundi. Ou colaborar com a artista, acrescentado cores, palavras e desenhos a quadros inacabados. 

A mensagem pacifista norteou a obra solo de Lennon naquele início dos anos 70, sob o signo da “Guerra Fria". 
Yoko continua esse trabalho. 
Ao fim da exposição, você pode levar para casa, “bottons” com imagens de seios e vaginas.

Se “Two Virgins” foi censurado no Brasil pela nudez da sua capa, quarenta e nove anos depois, a mesma nudez da exposição faz a lembrança dos visitantes. 
O mundo enfim entendeu e aceitou Yoko Ono.


“O Céu ainda é azul, você sabe ...”

Artista:  Yoko Ono 

Local:  Instituto Tomie Ohtake -  Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 – Pinheiros – São Paulo – SP   
Entrada pela Rua Coropés

Telefone: (11) 2245-1900

*Se informe previamente sobre os valores da exposição.  

Silvio Tadeu
Colunista de Arte e Cultura





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