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Publicado em 28/05/2014


YES,

NÓS TEMOS LUPICÍNIO


Cansados de temas estrangeiros para musicais? Creio então que chegou a hora de honrarmos uma das maiores riquezas nacionais: a nossa música!! Sim temos compositores, letristas, músicos, cantores e cantoras, que se fosse investido, não seria necessário tantos musicais com ar de importação e muitas vezes, distantes de nossa temática e de nossas verdades.

Um exemplo disso, está no Teatro Sérgio Cardoso, o musical “Vingança”, onde as músicas de Lupicínio Rodrigues, criam condições para o desenvolvimento de interpretações e texto. Sim, eu disse “texto” e não “pretexto” para fundo musical. Teatro e música caminham juntos sem se anularem.

Lupicínio, ao contrário do que muitos pensam, não era paulista nem carioca, e sim, natural de Porto Alegre, nascido no ano de 1914.

Compositor pródigo, desde a infância, se colocou a serviço da composição, criando marchas de Carnaval e músicas românticas.


Felicidade foi-se embora


Foi o criador do termo “dor de cotovelo”, expressão para designar a pessoa que crava os cotovelos no balcão, pede uma bebida e lamenta a perda de um grande amor.

Inspirado nas suas desilusões amorosas, Lupicínio criou músicas consagradas e cantadas por grandes intérpretes como Gal Costa, Simone, Elza Soares, Fafá de Belém, Zizi Possi, Caetano Veloso entre outros.

Quando faleceu em 1974, havia deixado uma centena de canções editadas e outras centenas perdidas, esquecidas ou a espera de quem a resgate.


Enquanto houver força em meu peito...

O musical “Vingança” narra a estória de três triângulos amorosos, tendo como fundo o pulsar emocionante do samba canção.
A música, a boêmia e a paixão são o fio condutor de uma trama, onde traídos e traidores alternam-se numa intricada ironia do destino.

As canções de Lupicínio são executadas ao vivo, em novos arranjos criados por Guilherme Terra, com um trio composto de piano, violão e percussão.

Mas o musical, apesar de tocar em assuntos passionais, passa longe de ser depressivo.

O samba “Se acaso você chegasse”, imortal na voz rasgada de Elza Soares, nos deixa inquietos na cadeira.

A música “Vingança”, um dos pontos altos do roteiro, foi o maior sucesso comercial de Lupicínio Rodrigues. Composta por Lupicínio como um desabafo diante da traição de Mercedes, uma de suas muitas namoradas, a música foi gravada por Linda Batista em 1951 e fez sucesso até no Japão. Com o dinheiro que ganhou naquele ano, Lupicínio comprou um carro e batizou-o de “Vingança”.


SERVIÇO

“Vingança“
Teatro Sérgio Cardoso

Endereço: Rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista, São Paulo - SP, 01326-010

Telefone: (11) 3288-0136
Temporada: 09.05 a 29.06
Sexta-feira - 19h00
Sábado - 19h00
Domingo - 20h00
100m (intervalo de 10m), 16 anos

sex: R$ 30,00
sab: R$50,00
dom: R$40,00

Espetáculo musical inspirado na obra de Lupicínio Rodrigues: suas canções e suas crônicas, publicadas pela imprensa no jornal Ultima Hora entre 1963 e 1964.

Canções: Lupicínio Rodrigues
Idealização e Roteiro original Anna Toledo

Elenco: Amanda Acosta, Andrea Marquee, Anna Toledo, Jonathas Joba, Leandro Luna e Sérgio Rufino
Direção Geral: André Dias
Direção Musical: Guilherme Terra
Direção de Movimento: Kátia Barros
Designer de Som: Fernando Fortes
Iluminação: Wagner Freire
Cenário e Figurino: Fábio Namatame
Programação Visual: Cassiano Pires
Assistente de Direção: Carla Masumoto
Assessoria de Imprensa: Daniela Bustos e Beth Gallo -
Morente Forte Comunicações
Assessoria Contábil: Marina Morente
Assistente de Produção: Jady Forte e Mariana São João
Produção Executiva: Egberto Simões
Direção de Produção: Selma Morente e Célia Forte
Realização: Morente Forte Produções Teatrais



Dizia-se de Lupicínio Rodrigues que era um paisagista dos sentimentos. O universo de Lupicínio era feito da noite, de paixões impossíveis, da boemia alegre e dos desencontros amorosos – e seus personagens mais assíduos eram “os homens infiéis e as mulheres más”, para quem compôs suas melhores canções, segundo ele próprio. O espetáculo Vingança recria, através da música e do drama, o universo de paixões descrito em Vingança, Volta, Esses Moços, Maria Rosa, Nunca, Cadeira Vazia, Ela Disse-me Assim, Loucura, Nervos de Aço, Quem Há de Dizer, Felicidade, Se Acaso Você Chegasse, clássicos do cancioneiro brasileiro e paisagens riquíssimas da alma humana.


Silvio Tadeu
Colunista de Arte e Cultura





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