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Publicado em 28/09/2017



RENATO RUSSO:

EM OBJETOS, MÓVEIS, LETRAS, DIÁRIOS E ALMA

“Minha reputação (moral, fama, como as pessoas me consideram):  Me acham louco, é claro.” 

Se Renato Russo (27/03/1.960 – 11/10/1996), achava que assim que era definido pelas pessoas, a exposição “ Renato Russo “, em cartaz no Museu da Imagem e do Som até 28 de janeiro de 2.018, vem nos mostrar muito mais do que a possível “ loucura “ do líder da Legião Urbana. 

Vem mostrar a vida e a carreira do compositor mais maduro e verdadeiro do Rock Nacional.

Antes que o leitor venha com pré-conceitos, em como ver maturidade nas inúmeras demonstrações de fraquezas do ídolo diante das drogas e do álcool, venho falar da força criativa deste ídolo, que jamais escondeu também do público suas fraquezas e dúvidas. 


Se a Legião Urbana de Russo surgiu no impactante movimento de renovação do Rock Brasil nos anos 80, também não seguiu o caminho comercial e fácil dos sucessos de rádio. Um caminho muito mais para a Blitz, de Evandro Mesquita, dos Paralamas, do Herbert Viana ou do Capital Inicial, do Dinho Ouro Preto. 

Era difícil ver a Legião nos infelizes programas de TV aos domingos. 

Mesmo assim, a Legião Urbana avançou. Já não era mais uma banda de rock simplesmente. 

Seus discos eram ouvidos pelos “legionários” de uma maneira quase religiosa.

As letras longas de algumas músicas como “Eduardo e Mônica” e “Faroeste Caboclo”, eram decoradas na íntegra pelo público atravessaram gerações, viraram filmes e essas mesmas letras podem ser lidas novamente nos preciosos manuscritos do ídolo, na exposição.   

Renato Russo, a exposição, apresenta, por meio de uma experiência imersiva, a vida e a obra deste ícone do rock brasileiro. A exposição, que parte exclusivamente do acervo de Renato Russo, apresenta objetos pessoais, peças de vestuário, fotografias, manuscritos, instrumentos musicais, documentos escolares, desenhos, cartas de fãs, além de prêmios, fanzines, folhetos e impressos variados que irão percorrer toda a sua trajetória.

O público pode mergulhar no caráter multifacetado de Renato Russo, que, além de grande letrista, também produziu desenhos e pinturas, bem como uma peça de teatro e projetos cinematográficos. Particularidades como suas coleções de anjos e de baralhos de tarô também podem ser vistas.

A exposição é resultado de uma vasta pesquisa realizada no acervo que se encontrava no apartamento, localizado no Rio de Janeiro, onde Renato viveu no período de 1990 a 1996. O trabalho do CEMIS (Centro de Memória e Informação do MIS) iniciou em março de 2015, e desde então, a equipe vem trabalhando na organização e conservação de objetos e documentos, além de realizar um intenso trabalho de pesquisa que irá contextualizar essa documentação e relacioná-la ao processo criativo de Renato Russo.


Como surgiu a ideia da exposição: 


Em 2.014, Giuliano Manfredini, impressionado com a exposição sobre David Bowie, que ficara instalada no MIS, se reuniu com o curador André Sturm, propondo algo semelhante para seu pai. A ideia foi aceita imediatamente. 
 
Giuliano permitiu o acesso de André e equipe ao apartamento onde Russo viveu seus últimos 06 anos, que permanecia fechado e conservando todos os móveis, diários, livros, discos, instrumentos musicais, roupas, figurinos de shows, coleção de anjos e ...toda uma história do mais cultuado roqueiro do Brasil.  Emocionante os cartões dos pais anunciando o nascimento do pequeno Renato, seus boletins escolares com nota 10 na maioria das matérias, claro, bem como ver seu derradeiro diário de 1.996, com sua última anotação, deixando diversas páginas em branco, quase que pedindo uma continuação.    
                                      
E a história continua ...


SERVIÇO

Exposição Renato Russo

Local: Museu da Imagem e do Som – MIS
End.: Avenida Europa, 158, Jardim Europa – SP
Data: de 8 a 23 de setembro
Horário: 10h00 às 21h00 – ingressos com horário marcado de hora em hora. Última entrada com permanência até 22h00.
Ingresso: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada)
Comprar ingresso pela internet
Mais informações: (11) 2117 4777 | 



Silvio Tadeu
Colunista de Arte e Cultura



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