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JAQUES LAGOA

PARIS EM 142 PÁGINAS



Um homem simples, generoso, positivo e firme em suas convicções. Ator desde 1.965, quando integrou o Teatro de Arena, diretor desde 1.995, quando, a convite de Walter Avancini, dirigiu quatro das cinco produções da extinta TV Manchete, entre elas “Xica da Silva”, na extinta Rede Manchete, passando depois pela Rede Record, pelo Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), e pela Rede Globo.

Estamos falando de ninguém mais, ninguém menos que Jacques Lagoa, que, entre os muitos autógrafos e as muitas fotos durante o lançamento, de seu livro, “Paris toujours Paris - Um Roteiro de Vida" nos concedeu uma pequena entrevista, que reproduzimos a seguir:

Jaques, a iniciativa do livro, como foi esse novo salto para a área da literatura?

No início da minha carreira, no teatro, eu fui para Paris, onde fiquei dois anos. Passei a viajar muito, Paris, para mim foi o estopim de tudo, e aí um amigo meu me disse: Jaques, você conhece muitos lugares, você tem de escrever isso e passar essa mensagem, de sair de uma zona de segurança e estar em outros lugares.

Aí eu comecei a escrever, e ás vezes até esqueço que fui eu quem escreveu, sou muito crítico e confesso ser fã do livro.

Como foi conciliar a literatura com suas outras atividades?

Eu escrevia a noite, e tenho certeza que minha profissão e a minha carreira de ator, me ajudaram a materializar o que escrevia, e tenho certeza, que as pessoas ao lerem o livro, vão ver Paris.

Uma peça de teatro ou o livro, o que lhe deu mais prazer em escrever?

Peça de teatro eu só escrevi uma, mas como diretor de teatro me sente muito confortável. Confesso que sofri um pouco, mas acho que o resultado foi muito bom.

Existe uma lenda no teatro, de que todo diretor de teatro é na verdade um grande ator frustrado, você confirma isso?

Não, eu não sou um ator frustrado (risos), depois que sai do SBT, fiz alguns trabalhos para a (Rede Globo), em “Passione", “Malhação”, está para fazer outro trabalho como ator na GNT, fiz coisas que eu curti muito. Mas acho que eu optei, pois fiquei doze anos só dirigindo e abandonei um pouco a carreira de ator.

Silvio Tadeu e Jaques Lagoa


Previsão de voltar como ator?

Não, não há o que existe é uma conversa com a GNT, e talvez eu vá fazer um seriado com eles, o que me dará um enorme prazer.

Voltando ao livro, você disse que a viagem á Paris, influenciou sua iniciativa literária, então se trata de um relato de uma grande viajem?

Sim, de grandes viagens, eu não sou rico, mas eu viajei muito. Fui para Paris em 1978, e fiquei dois anos. Descobri uma nova vida, muito mais existencialista, de solidariedade e companheirismo, e aí eu continuei viajando e meus amigos me disseram que eu tinha de escrever e passar essas informações para as pessoas.

A Maysa Matarazzo, em sua biografia, relata sua estadia em Paris, e também fala desse lado existencialista de Paris. Há também certa lenda de Paris, onde diz que lá tudo é glamour, moda, sofisticação. Então você confirma Paris, também é existencialismo?

Paris, além disso, tudo que você falou, é cultura de todos os lados, e eu não falo só sobre Paris no livro, “Paris toujours Paris - Um Roteiro de Vida". Paris me proporcionou uma série de outras coisas, Paris é essencialmente cultura, uma cidade tombada, uma cidade linda, que os franceses amam. As pessoas falam que os franceses são mal educados, eles amam a terra deles, e não permitem que ninguém vá lá e machuque Paris.

O trabalho na TV que lhe deu mais prazer em fazer?

Foram dois: “O Machão", na Rede Tupi, e outro também na Rede Tupi, “O Hospital”, os dois foram feitos com Walter Avancini.

No Teatro?

Foi "Drácula" com Raul Cortez.

Como você define a profissão de ator, dentro do conceito de celebridade que tanto impera hoje?

Infelizmente a “moçada” está com foco na televisão enquanto que o foco não é a televisão, o foco é o teatro, o foco é a arte, a televisão deve ser uma consequência. Hoje a televisão é de quem é “bonitinho”, é de quem tem “barriga de tanquinho”, parece até que tudo independe do talento. Eu por exemplo dirigi “Xica da Silva”, e todo aquele elenco, que hoje são meus amigos, começaram comigo, jamais eu os vi fazendo um trabalhando tão consistente como aquele, não por minha causa, mas por causa do Walter Avancini.

Então você acredita na arte mudando a vida das pessoas?

A arte só existe para mim por causa disso. A arte para mim é uma ferramenta para as pessoas, e é o que busco com meu livro.

Uma mensagem para nossos leitores:

Leiam o meu livro que vocês vão gostar. Eu acredito no livro. Os turistas de quatro dias que dizem, “Ah, eu conheço Notre Dame, ou conheço Champs-Élysées ou a Torre Eiffel, Paris é muito mais do que isso”.



O LIVRO


Paris toujours Paris

Paris, a cidade-luz, tão reverenciada nas artes em geral, perpetuada em filmes, músicas, na literatura, no teatro!

Paris, anseio de todos aqueles que querem dizer e ouvir declarações de amor! Cidade objeto de desejo dos recém-casados, dos enamorados, dos amantes!

É esse o cenário que Jacques Lagoa, que com sua personalidade irrequieta, investigativa, com seu impulso apaixonado, nos apresenta. Mas ele nos mostra não uma Paris de lugares comuns, já vistos e conhecidos daqueles a quem ele chama, com razão, de “turistas de quatro dias”, que se contentam em ver o que todos veem o que está nos cartões postais. O que na verdade Jacques nos revela, com muita propriedade, é um roteiro de quem verdadeiramente descobriu, como excelente e talentoso marinheiro de primeira viagem, os mais significativos e instigantes lugares a visitar.

Título - Paris toujours Paris

Autor - Jacques Lagôa

Editora - GIOSTRI

Nº Pag. - 142

Formato - 14cm x 21cm

Categoria - Ensaios sobre Paris (ensaio)

Preço - R$ 38,00


Silvio Tadeu
Colunista de Arte e Cultura
28/12/2012


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