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FESTIVAL CIDADE SONORA


É a glória nas maiores alturas.


No mundo mercadológico, quase nada artístico, onde somos obrigados a ouvir “tchus e tchás”, como se fossem música, acontece, para o alívio dos ouvidos mais exigentes, o "Festival Cidade Sonora”, que coloca em evidência, a nova cena musical brasileira, com base na música produzida em São Paulo.


Uma extensa programação traz até dia 03 de novembro, vinte e oito cantores, cantoras e bandas, fazendo da Sala Guiomar Novaes, da Funarte, a “Meca Musical” de quem quer fugir da mesmice, que os veículos de comunicação praticamente nos impõem.


Anelis Assumpção, Grupo Barbatuques, Orquestra de Berimbaus, Aláfia e Karol Conka, são alguns nomes que estarão na programação, que o Portal Vila Mariana, traz até você.


 

PROGRAMAÇÃO DE EVENTOS DO FESTIVAL



Confira na agenda ao lado
a programação completa do
Festival Cidade Sonora

Serviço:

Sala Funarte Guiomar Novaes
Alameda Nothmann, 1.058 – Campos Elíseos
Fone: (11) 3662-5177

Sextas ás 19:30h
Sábados ás 18:00h
Domingos ás 16:00h

Ingressos à R$ 10,00 e R$ 5,00


OS FESTIVAIS E SUA IMPORTÂNCIA NA NOSSA HISTÓRIA


A partir do golpe militar de 1964, as manifestações culturais ganharam novas conotações. Sérgio Ricardo, Carlos Lyra e Geraldo Vandré saíram das canções ensolaradas da bossa nova para temas sociais. Os Centros Populares de Cultura (CPCs) aglomeravam estudantes ávidos pelas sonhadas transformações sociais inviabilizadas pelos militares. Peças de teatro, filmes e músicas emblemáticas seriam produzidas. A cultura unia, estimulava e servia como válvula de escape. Foi uma época riquíssima. A consagração do Teatro de Arena, o Grupo Oficina, o Cinema Novo, o show Opinião e a MPB abriu caminhos que são seguidos até hoje.

Com um papel fundamental na propagação de ideias e modismos, a televisão se consolidava como grande veículo de comunicação de massa. As novelas ainda não hipnotizavam multidões, e as grades de programação eram tomadas por musicais. Programas como “O Fino da Bossa”, “Jovem Guarda”, "Esta Noite se Improvisa", "Bossaudade" e "Show em Si...monal" lotavam auditórios, formavam gostos e geravam acalorados debates.

Neste contexto surgem os festivais. Engajados, românticos, exaltados, inovadores e comerciais, fazem explodir para o grande público, nomes como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Elis Regina, Rita Lee, Geraldo Vandré, Ivan Lins, Paulinho da Viola, Milton Nascimento e tantos outros.

A Era dos Festivais não só serviu de contraponto à ditadura, revelou nomes de peso e lançou modismos, como também foi à gênese da MPB diversificada e sofisticada que conhecemos hoje.

Entre 1965 e 1972, o país parou muitas vezes para discutir letras, harmonias, melodias e ideologias políticas por causa dos Festivais.


Silvio Tadeu
Colunista de Arte e Cultura


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