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Publicado em 05/03/2015

BIRDMAN,

ENFIM...O DRAMA DE UM ATOR NAS TELAS

Como artista me senti extremamente identificado com o filme "Birdman, ou A inesperada virtude da ignorância", filme indicado nove vezes ao Oscar. Entre as indicações estão as de ator, diretor e filme.
 
O cinegrafista Emmanuel Lubezki estava terminando a filmagem complexa de "Gravidade" quando o diretor Alejandro G. Iñárritu o abordou com uma proposta intimidante: filmar "Birdman" como se o filme fosse uma única tomada, recurso já usado pelo mestre Hitchcock, em "O Festim Diabólico".

Em entrevista à Reuters, Lubezki disse que seu primeiro pensamento foi "espero não chegar a fazer isso, porque era um desafio muito grande e não queria que ficasse artificial".

Além da falta de cortes que aproxima o filme a uma peça, cada um dos personagens entra e sai de cena, ao mesmo tempo em que possuem suas próprias tramas paralelas, tornando o filme um exercício de metalinguagem absolutamente genial.

Não são poucos os atores e atrizes explorados pela indústria e pela mídia que desejam um determinado artista em um único perfil ou personagem; justamente aqueles que renderam mais ibope ou mais bilheteria, e, diante do mercado instável de trabalho, o artista aceita, muitas vezes, ciente do reflexo que isso possa trazer em sua carreira no futuro. 

É disso que "Birdman" trata e não é um filme sobre “super-herói”, como muitos acreditam ser.

No passado, um ator fez muito sucesso interpretando um personagem que se tornou um ícone cultural. Entretanto, o tempo passou e, devido a problemas de ego e com a família, a carreira dele sucumbiu. Decidido a recuperar a fama perdida, ele agora se dedica a tirar do papel um musical da Broadway que irá reabilitar sua carreira.

A vida imita a arte? Talvez. O filme é estrelado por Michael Keaton, que protagonizou  "Batman"  (1989) e "Batman Returns" (1992) de Tim Burton. 

Keaton estaria exorcisando o super herói mascarado de sua carreira através de "Birdman"? 

Pouco importa! Mais vale é o resultado artístico, que deve ser conferido nos cinemas e em tela grande.

Segundo críticas é o melhor desempenho do ator no cinema. Eu concordo! Michael Keaton abusa de sua maturidade artística, emociona e faz rir em sua atuação. 


Fontes:  Reserva Cultural /  O Globo / Reuteurs Brasil / Altamente  Àcido 

Salas de Exibição:  
Reserva Cultural – Av . Paulista, 900 -  Sala 2 -  16:50 / 19:20
Cine  Sabesp – Rua Fradique Coutinho, 361 – Pinheiros -  21:20  
Cinemark  Metrô Santa Cruz – Rua Domingos de Morais, 2.564 – Vila Mariana – 22:15
(Confirmar  programação antes de sair de casa.) 


Silvio Tadeu
Colunista de Arte e Cultura


 



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