Mapeamos  toda
pra
você.

 
 
Cadastre seu e-mail para receber nossos informativos.
 
 




Compartilhar

Publicado em 29/04/2015


BIENAL DO GRAFITE EXPÕE ARTE DE RUA

Quem caminha pela paisagem urbana da cidade de São Paulo, deve ter observado que alguns muros estão bem mais coloridos e artísticos, fruto da popularização da arte do grafite, que deixou de ser uma arte marginal, para ocupar o merecido lugar de destaque na nova exposição em Terceira Edição na Bienal do Parque do Ibirapuera. 

A arte do grafite é uma forma de manifestação artística em espaços públicos. A definição mais popular diz que o grafite é um tipo de inscrição feita em paredes. Existem relatos e vestígios dessa arte desde o Império Romano. Seu aparecimento na Idade Contemporânea se deu na década de 1970, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Alguns jovens começaram a deixar suas marcas nas paredes da cidade e, algum tempo depois, essas marcas evoluíram com técnicas e desenhos.

O grafite foi introduzido no Brasil no final da década de 1970, em São Paulo. Os brasileiros não se contentaram com o grafite norte-americano, então começaram a incrementar a arte com um toque brasileiro. O estilo do grafite brasileiro é reconhecido entre os melhores de todo o mundo.

Muitas polêmicas giram em torno desse movimento artístico, pois de um lado o grafite é desempenhado com qualidade artística, e do outro não passa de poluição visual e vandalismo. A pichação ou vandalismo é caracterizado pelo ato de escrever em muros, edifícios, monumentos e vias públicas.

Com curadoria de Binho Ribeiro, a Bienal reúne cerca de 60 artistas de grande destaque no cenário atual. Eles vêm dos quatro cantos do mundo e são de diversas gerações: de nomes já consagrados, como o californiano Paul, que trabalha com graffiti desde a década de 1970, a novos talentos – a mineira Viber, de 28 anos, entre eles. Além dos murais e quadros pintados com spray, estêncil e pincéis, a mostra conta ainda com outros formatos, como instalações, esculturas e vídeo arte.

O Pavilhão das Culturas Brasileiras é um prédio de 11 mil metros quadrados, projetado por Oscar Niemeyer nos anos 1950, e que agora retoma suas atividades após obras de manutenção e restauro do prédio. De acordo com Renata Junqueira, da produtora Mega Cultural, o novo espaço traz frescor para a Bienal com formato expositivo ampliado, possibilitando montagens diferenciadas e maiores instalações.

A Bienal Internacional Graffiti Fine Art teve sua primeira edição em setembro de 2010, fruto de uma compilação de seis edições do inédito projeto de arte urbana Graffiti Fine Art, criado por Renata Junqueira e Binho Ribeiro. A primeira e segunda edições aconteceram no Museu Brasileiro da Escultura, o MuBE, em suas imensas colunas desenhadas por Paulo Mendes da Rocha. Com o amadurecimento do evento, crescimento em número de artistas e formato das obras, a bienal foi levada ao Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque do Ibirapuera. 

O grafite é uma arte extremamente jovial, apesar de muitas vezes irônica, apresentam obras que beiram o classicismo, com suas preocupações universais e racionalismo.
 


Serviço: 

3ª Bienal Internacional do Graffiti 
Local: Pavilhão das Culturas Brasileiras, Parque do Ibirapuera. Rua Pedro Álvares Cabral, s/n
Visitação:  Terça a Domingo das 10:00 horas ás 18:00 horas  
Entrada Franca 

Fontes: Brasil Escola, Fashion Foward 



Silvio Tadeu
Colunista de Arte e Cultura





Portal Vila Mariana ® SP